PáginasDESCRITOR

Mostrando postagens com marcador ARTIGO DE OPINIÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ARTIGO DE OPINIÃO. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de novembro de 2019

ARTIGO DE OPINIÃO INTERPRETAÇÃO A FARRA DOS SACOS PLÁSTICOS


A farra dos sacos plásticos

O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas. Eu não concordo com essa dependência.
Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa. A caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.
Em primeiro lugar, a plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornaram o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resinas sintéticas originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural. No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representam 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água – retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis – e dificultam a compactação dos detritos.
Em segundo lugar, essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil já justificou mudanças importantes na legislação – e na cultura – de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.
A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de antiecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.
Em terceiro lugar, na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartado. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para micro-organismos encontrados na natureza.
Além disso, não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.
A única iniciativa de regulamentar o que hoje acontece de forma aleatória e caótica foi rechaçada pelo Congresso na legislatura passada. O então deputado Emerson Kapaz foi o relator da comissão criada para elaborar a "Política Nacional de Resíduos Sólidos". Entre outros objetivos, o projeto apresentava propostas para a destinação inteligente dos resíduos, a redução do volume de lixo no Brasil, e definia regras claras para que produtores e comerciantes assumissem novas responsabilidades em relação aos resíduos que descartam na natureza, assumindo o ônus pela coleta e processamento de materiais que degradam o meio ambiente e a qualidade de vida.
O projeto elaborado pela comissão não chegou a ser votado. Não se sabe quando será. Sabe-se apenas que não está na pauta do Congresso. Omissão grave dos nossos parlamentares que não pode ser atribuída ao mero esquecimento. Há um lobby poderoso no Congresso trabalhando no sentido de esvaziar esse conjunto de propostas que atinge determinados setores da indústria e do comércio.
Para finalizar, é preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?

(André Trigueiro. A farra dos sacos plásticos. Disponível em http://www.consciencia.net. )


1) O texto trata do consumo de embalagens plásticas. Transcreva do primeiro parágrafo uma frase que apresente o assunto.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2) Qual é a opinião apresentada pelo texto a respeito do assunto?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3) Releia:

“O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico.”

a) De acordo com o texto, é possível responsabilizar apenas um grupo pelo consumo exagerado de embalagens plásticas? Explique.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b) A que se refere o pronome ISSO?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

4) Por que a pessoa que recusa a embalagem é considerada exótica?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

5) O texto apresenta algumas soluções para evitar o consumo exagerado das embalagens plásticas. Quais são elas?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

6) O texto apresenta diversos dados numéricos ao leitor.

a) Quais são esses dados?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b) Qual é a importância desses dados para o texto?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

7) Transcreva um argumento que confirme a opinião defendida pelo autor de que o uso indiscriminado de plástico é nocivo.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

8) Escreva a mensagem que este texto nos transmite. Você vive de acordo com ela? Explique.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


ARTIGO DE OPINIÃO TEORIA INTERPRETAÇÃO A INDIFERENÇA QUE É VANDALISMO


Artigo de opinião
       O artigo de opinião, como o próprio nome já diz, é um texto em que o autor expõe seu posicionamento diante de algum tema atual e de interesse de muitos. É um texto dissertativo que apresenta argumentos sobre o assunto abordado, portanto, o escritor além de expor seu ponto de vista, deve sustentá-lo através de informações coerentes e admissíveis.
Logo, as ideias defendidas no artigo de opinião são de total responsabilidade do autor, e, por este motivo, o mesmo deve ter cuidado com a veracidade dos elementos apresentados, além de assinar o texto no final.
        É muito comum artigos de opinião em jornais e revistas. A leitura é breve e simples, pois são textos pequenos e a linguagem não é intelectualizada, uma vez que a intenção é atingir todo tipo de leitor.
       Uma característica deste tipo de gênero textual é a persuasão, que consiste na tentativa do emissor de convencer o destinatário, neste caso, o leitor, a adotar a opinião apresentada. Por este motivo, é comum presenciarmos descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de informações precisas. Como dito anteriormente, a linguagem é objetiva e aparecem repletas de sinais de exclamação e interrogação, os quais incitam à posição de reflexão favorável ao enfoque do autor. Geralmente, é escrito em primeira pessoa, já que trata-se de um texto com marcas pessoais e, portanto, com indícios claros de subjetividade, porém, pode surgir em terceira pessoa.



A indiferença que é vandalismo

Havia no Museu Nacional muito mais dedicação do que se possa mensurar por parâmetros
cretinos de gestão
Paulo Roberto Pires, Revista Época œ 07/09/2018

       "No Brasil ainda não começou a demonstrar-se verdadeiro empenho em conservar igrejas, capelas, simples casas ou simples objetos que se recomendem por algumas recordações históricas“, escreve Joaquim Manuel de Macedo em Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, livro que é um roteiro por ruas e lugares históricos cariocas baseado em crônicas escritas para o Jornal do Comercio. "Destruímos esses tesouros do passado sem dó nem piedade“, prossegue o doutor Macedinho, "e, quando os não destruímos, deixamos que o tempo os destrua sem nos lembrarmos de que há uma espécie de indiferença que um pouco se aproxima do vandalismo.“
      O que motiva a reflexão dura num texto saboroso é a penúria em que então se encontrava a Capela do Menino Deus, erguida em 1742 e tida como pedra fundamental do primeiro convento das carmelitas descalças na cidade. Quem se dispusesse a visitá-la deveria então vencer um portão que, da Rua de Matacavalos, dá em "um pátio de triste aspecto“. Não se gastam lá mais de dez minutos, observa o autor de A moreninha, que  adverte: "Voltareis desagradavelmente impressionados pela pobreza ou quase miséria“ e  "pela ruína que a ameaça e que nos ameaça de perder nela“. Ah, sim, Macedo escreve em 1862.
       Não vai no cronista reclamação baldia ou improvável dom divinatório. Talvez devamos a ele a perspicácia de registrar a força destrutiva do descaso já no Império, que, imbuído de espírito civilizatório, criou em 1818 o Museu Nacional. Esse mesmo que foi destruído em 2 de setembro de 2018, data a se lembrar como resultado da vigência de muitas formas – e por muitas gerações – daquele mesmo desapreço. Ou, para usar o termo de Macedo, da "indiferença que um pouco se aproxima do vandalismo“.
       Na última vez em que estive no museu, em fevereiro do ano passado, fui tomado, como milhares de pessoas, pela memória da infância – foi meu primeiro museu. Me impressionaram, como a Macedo na Matacavalos, a precariedade física e a sensação da ruína ameaçadora. E, também, o empenho de quem frequentava aquele palácio com abnegação, dos pesquisadores ao porteiro que me ofereceu café antes de me guiar por um labirinto de salas.
       Fui até lá para entrevistar Moacir Palmeira, sociólogo e antropólogo, personagem importante na biografia do editor Jorge Zahar que eu então escrevia. Com a pressa caricata do jornalista, sempre oprimido por um deadline real ou imaginário, estranhei que, mesmo sendo vizinhos de rua, ele tivesse marcado o encontro no museu, onde desde o final dos anos 1960 é professor e pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, o mais importante do Brasil.
       Quando entrei em sua sala de trabalho, repleta de estantes e com o ar-condicionado a meia bomba, entendi tudo. Não é que o museu fosse uma extensão de casa: o museu era, efetivamente, sua casa. O lugar ideal para lembrar quando, com 20 e poucos anos, começou a coordenar uma coleção de ciências sociais na Zahar. Seu mundo intelectual era aquele, na documentação de pesquisa que não vi e torço para ter sido preservada, nas centenas de livros que de vez em quando ele consultava, só passando os olhos, na tentativa de confirmar alguma informação ou elucidar um episódio de nossa conversa.
     A monumental cápsula de passado que se foi, parte mais vistosa e popular do Museu Nacional, funcionava de par com uma usina de futuro que, mesmo avariada, não deixará de produzir. Terá de enfrentar as dores da reconstrução física, óbvias, e superar os labirintos burocráticos que deram seu tanto de contribuição para a tragédia. É improvável que falte ânimo aos que lá trabalham.
       É preciso, no entanto, armar-se contra o inimigo insidioso que Macedinho detectava  no século XIX: a indiferença que é vandalismo. E que, ao contrário do que sugerem os  cínicos e oportunistas, não parte dos dirigentes da instituição ou mora na alma do brasileiro. A indiferença agressiva, isto sim, estrutura um governo que tem o anti-intelectualismo como  ideologia e a vendeta política como modus operandi. E que já decretou, pela repetição  tendenciosa de planilhas e números, que o culpado é a vítima – ou seja, a UFRJ.
Disponível em: http://www.epoca.globo.com/paulo-roberto-pires/a-indiferença-que-e-vandalismo-23045475. Acesso em: 15 out. 2018.








ALUNO:..................................................................................................................DATA..............
1. Retire do texto uma citação.
.............................................................................................................................................................
.................................................................................................................................................................
2. Retire do texto um exemplo de D.D.
............................................................................................................................................................
.............................................................................................................................................................
3. Para que foram usadas as aspas nos exemplos acima?
.............................................................................................................................................................
............................................................................................................................................................
4.Retire o texto um fragmento que indique que o texto é um texto subjetivo, com marcas pessoais, ou seja escrito em 1ª pessoa.
.............................................................................................................................................................
5. Quem escreveu o texto?
............................................................................................................................................................

6.  O emprego das aspas, recurso gráfico comum na linguagem escrita, está condicionado a situações de uso preestabelecidas. No texto tal recurso foi utilizado diversas vezes, como, por exemplo, em:  "No Brasil ainda não começou a demonstrar-se verdadeiro empenho em conservar igrejas, capelas, simples casas ou simples objetos que se recomendem por algumas recordações históricas“ ou em  "Destruímos esses tesouros do passado sem dó nem piedade" Marque a alternativa que melhor justifique o uso das aspas nos exemplos citados do texto I:
a) Para conferir destaque a uma palavra ou expressão empregada fora de seu contexto habitual.
b) Para ressaltar a ocorrência de empréstimos linguísticos (palavras estrangeiras) no texto,
sobretudo quando não estiver disponível a opção "itálico“.
c) Para indicar nomes de publicações (científicas, literárias, da mídia) ou de obras artísticas.
d) Para antes e depois de uma citação textual. As aspas, nesse caso, indicam uma mudança de emissor do discurso.
e) Para realçar palavras ou expressões irônicas, em sentido figurado, apelidos, termos de  gíria e populares.
7. Considerando a presença do discurso citado, analise as alternativas e escolha a afirmação correta:
a) Em "Voltareis desagradavelmente impressionados pela pobreza ou quase miséria“ o jornalista se apropria do discurso alheio de modo indireto para referendar seu posicionamento denunciando que  descaso com os prédios antigos ocorreu também no passado.
b) Em "pela ruína que a ameaça e que nos ameaça de perder nela“ é possível averiguar o uso do discurso indireto em que o jornalista se apropria do texto alheio para analisar o conteúdo ali exposto.
c)  Quando o articulista utiliza o seguinte trecho "Destruímos esses tesouros do passado sem dó nem piedade“, do escritor Joaquim Manuel de Macedo percebemos o uso do discurso indireto livre.
d) Em "e, quando os não destruímos, deixamos que o tempo os destrua sem nos lembrarmos de que há uma espécie de indiferença que um pouco se aproxima do vandalismo." , temos o discurso direto, seu uso pretende criar um efeito de verdade, conservando a integridade do discurso citado.

8   "No Brasil ainda não começou a demonstrar-se verdadeiro empenho em conservar igrejas, capelas, simples casas ou simples objetos que se recomendem por algumas recordações históricas“, escreve Joaquim Manuel de Macedo

É possível perceber que o trecho acima entre aspas comporta palavras não ditas pelo autor do texto em questão, mas por outro autor. Como esse recurso é nomeado e qual é a sua finalidade?
a) Citação – serve para fornecer credibilidade às palavras e aos argumentos do autor.
b) Paródia – recurso humorístico aplicado a partir da recriação de um texto.
c) Paráfrase – reescrita de um texto, mantendo o seu significado original.
d) Discurso indireto – recurso bastante utilizado em textos literários, eficaz para imprimir fluência e ritmo.
e) Discurso indireto livre – utilizado, com liberdade artística, para produzir um efeito estético,
com pouca preocupação denotativa.

9.  Para mostrar ao leitor a extensão do problema do "descaso com os prédios históricos",  o autor faz uso de vários recursos argumentativos EXCETO:
a) exemplificação com um fato amplamente divulgado pela mídia.
b) uso de dados estatísticos obtidos em pesquisa institucionais.
c) apropriação de outras vozes em forma de citação.
d) menção de fatos históricos como forma de comparar o passado e o presente.
10.A alternativa que não apresenta opinião é:
a) Talvez devamos a ele a perspicácia de registrar a força destrutiva do descaso já no Império.
b) O que motiva a reflexão dura num texto saboroso é a penúria em que então se encontrava a Capela do Menino Deus, erguida em 1742.
c) Voltareis desagradavelmente impressionados pela pobreza ou quase miséria.
d) Esse mesmo que foi destruído em 2 de setembro de 2018.
11. evidencia-se uma opinião do narrador em:
a)    "No Brasil ainda não começou a demonstrar-se verdadeiro empenho em conservar igrejas, capelas, simples casas ou simples objetos que se recomendem por algumas recordações históricas“
b) . "Destruímos esses tesouros do passado sem dó nem piedade“
c) "e, quando os não destruímos, deixamos que o tempo os destrua sem nos lembrarmos de que há uma espécie de indiferença que um pouco se aproxima do vandalismo.“
d) foi meu primeiro museu. Me impressionaram, como a Macedo na Matacavalos, a precariedade física e a sensação da ruína ameaçadora





12. "Destruímos esses tesouros do passado sem dó nem piedade“, O pronome destacado no fragmento retirado do primeiro parágrafo  se refere a:
A) jornal do comércio
b) crônicas escritas
c) igrejas, capelas, simples casas
d) cidade do Rio de Janeiro

13. "Talvez devamos a ele a perspicácia de registrar a força destrutiva do descaso já no Império", as alternativas abaixo possuem o mesmo significado da palavra destacada EXCETO:
a) inteligência
b) astúcia
c) inépcia
d) sagacidade




ARTIGO DE OPINIÃO INTERPRETAÇÃO A CRUELDADE DO BULLYNG



ARTIGO DE OPINIÃO – A CRUELDADE DO BULLYING
Amanda Roseno

        O bullying é um tipo de violência que gera transtornos na vida social das vítimas, deixando as pessoas depressivas. A humilhação acontece porque os agressores não aceitam o padrão social dos outros. As pessoas que sofrem com o bullying parecem, muitas vezes, não se importar com que os outros vão dizer, mas, sempre fica uma mágoa.
        Levantamentos dizem que a cada dia aumenta a indiferença e desigualdade que agravam o lado psicológico dos agredidos. O bullying é muito comum nas escolas, atitudes agressivas psicológicas ou físicas que maltratam as pessoas, como um trio que se junta para agredir o outro sem que ele tenha uma defesa.
Muitas pessoas sofrem dias após dias com o bullying ao serem chamadas de “gordas” (por estarem acima do seu peso), chamadas de “burras” (por não pode não terem uma habilidade desenvolvida) ou de “aleijadas” (por possuírem algum tipo de limitação física). Todas elas sofrem por não poder se defender.
       Uma solução para o bullying é as vítimas registrarem as ocorrências, denunciarem sem medo. É uma questão de cidadania. Portanto, para que não haja mais bullying, agressões verbais ou físicas, as pessoas que são prejudicadas, maltratadas, devem procurar os seus direitos. Sem vacilar.


1.qual o assunto do artigo de opinião?
................................................................................................................................


1.D1. No segundo parágrafo o texto afirma que se deve determinar o tempo que o adolescente passa na internet. Retire um fragmento que comprove essa afirmação.
..............................................................................................................................

2.D2. Indique a que palavra ou informação o pronome destacado se refere.
a) Ele precisa de parâmetros.2ºpar.
......................................................................
b) Mas isso não pode ser feito no calor da emoção. 3ºpar.
.......................................................................
3.D3. O que significa.
a) denotação?........................................................................................................
b) conotação?........................................................................................................

4. D3. Sobre o fragmento "Mas isso não pode ser feito no calor da emoção" responda:
a) A palavra destacada foi usada no sentido denotativo ou conotativo?
......................................................................................................................
b)  Qual o significado da palavra de acordo com o texto?
.......................................................................................................................
5. D6. O que é tema?
..............................................................................................................................................................................................................................................................

6.D6. Qual o tema do texto?
...............................................................................................................................
7.D7. O que é tese?
..............................................................................................................................................................................................................................................................
8. D7Qual a tese do texto?
...............................................................................................................................

9. D8. O que são argumentos?
..............................................................................................................................................................................................................................................................

10.D8. Retire do texto um argumento que o autor utiliza para justificar sua tese.
.............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
11. D11. No segundo parágrafo há uma consequência "o baixo rendimento escolar" qual a sua causa?
...............................................................................................................................
12. D12. O que significa a palavra finalidade?
..............................................................................................................................................................................................................................................................
13.D12. Qual a finalidade desse texto?
...............................................................................................................................
14. D13. O que significa:
a) linguagem formal ou culta?
.............................................................................................................................................................................................................................................................
b) linguagem informal ou coloquial?
..............................................................................................................................................................................................................................................................
15. D13. No fragmento " Às vezes o adolescente está com dificuldades de ter autonomia" foi utilizado que tipo de linguagem?
.............................................................................................................................
16. D14. O que significa:
a) fato?
...............................................................................................................................
b) opinião?
...............................................................................................................................

17. D14. "São os pais que devem buscar estabelecer limites no uso de celular e internet." Nesse fragmento há um fato ou opinião? Justifique.
..............................................................................................................................................................................................................................................................

18. D17. Para que foram utilizadas as aspas em algumas partes do texto?
..............................................................................................................................................................................................................................................................

19. Leia os fragmentos entre aspas com atenção e responda quantas pessoas opinam no texto? Quais são elas?
..............................................................................................................................................................................................................................................................
20. Qual o significado da palavra inferir?
..............................................................................................................................................................................................................................................................

21. "São os pais que devem buscar estabelecer limites" podemos inferir que os pais significa:
..............................................................................................................................................................................................................................................................



domingo, 17 de março de 2019

ARTIGO DE OPINIÃO INTERPRETAÇÃO citação, vozes, opinião


Artigo de opinião
       O artigo de opinião, como o próprio nome já diz, é um texto em que o autor expõe seu posicionamento diante de algum tema atual e de interesse de muitos. É um texto dissertativo que apresenta argumentos sobre o assunto abordado, portanto, o escritor além de expor seu ponto de vista, deve sustentá-lo através de informações coerentes e admissíveis.
Logo, as ideias defendidas no artigo de opinião são de total responsabilidade do autor, e, por este motivo, o mesmo deve ter cuidado com a veracidade dos elementos apresentados, além de assinar o texto no final.
        É muito comum artigos de opinião em jornais e revistas. A leitura é breve e simples, pois são textos pequenos e a linguagem não é intelectualizada, uma vez que a intenção é atingir todo tipo de leitor.
       Uma característica deste tipo de gênero textual é a persuasão, que consiste na tentativa do emissor de convencer o destinatário, neste caso, o leitor, a adotar a opinião apresentada. Por este motivo, é comum presenciarmos descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de informações precisas. Como dito anteriormente, a linguagem é objetiva e aparecem repletas de sinais de exclamação e interrogação, os quais incitam à posição de reflexão favorável ao enfoque do autor. Geralmente, é escrito em primeira pessoa, já que trata-se de um texto com marcas pessoais e, portanto, com indícios claros de subjetividade, porém, pode surgir em terceira pessoa.



A indiferença que é vandalismo

Havia no Museu Nacional muito mais dedicação do que se possa mensurar por parâmetros
cretinos de gestão
Paulo Roberto Pires, Revista Época œ 07/09/2018

       "No Brasil ainda não começou a demonstrar-se verdadeiro empenho em conservar igrejas, capelas, simples casas ou simples objetos que se recomendem por algumas recordações históricas“, escreve Joaquim Manuel de Macedo em Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, livro que é um roteiro por ruas e lugares históricos cariocas baseado em crônicas escritas para o Jornal do Comercio. "Destruímos esses tesouros do passado sem dó nem piedade“, prossegue o doutor Macedinho, "e, quando os não destruímos, deixamos que o tempo os destrua sem nos lembrarmos de que há uma espécie de indiferença que um pouco se aproxima do vandalismo.“
      O que motiva a reflexão dura num texto saboroso é a penúria em que então se encontrava a Capela do Menino Deus, erguida em 1742 e tida como pedra fundamental do primeiro convento das carmelitas descalças na cidade. Quem se dispusesse a visitá-la deveria então vencer um portão que, da Rua de Matacavalos, dá em "um pátio de triste aspecto“. Não se gastam lá mais de dez minutos, observa o autor de A moreninha, que  adverte: "Voltareis desagradavelmente impressionados pela pobreza ou quase miséria“ e  "pela ruína que a ameaça e que nos ameaça de perder nela“. Ah, sim, Macedo escreve em 1862.
       Não vai no cronista reclamação baldia ou improvável dom divinatório. Talvez devamos a ele a perspicácia de registrar a força destrutiva do descaso já no Império, que, imbuído de espírito civilizatório, criou em 1818 o Museu Nacional. Esse mesmo que foi destruído em 2 de setembro de 2018, data a se lembrar como resultado da vigência de muitas formas – e por muitas gerações – daquele mesmo desapreço. Ou, para usar o termo de Macedo, da "indiferença que um pouco se aproxima do vandalismo“.
       Na última vez em que estive no museu, em fevereiro do ano passado, fui tomado, como milhares de pessoas, pela memória da infância – foi meu primeiro museu. Me impressionaram, como a Macedo na Matacavalos, a precariedade física e a sensação da ruína ameaçadora. E, também, o empenho de quem frequentava aquele palácio com abnegação, dos pesquisadores ao porteiro que me ofereceu café antes de me guiar por um labirinto de salas.
       Fui até lá para entrevistar Moacir Palmeira, sociólogo e antropólogo, personagem importante na biografia do editor Jorge Zahar que eu então escrevia. Com a pressa caricata do jornalista, sempre oprimido por um deadline real ou imaginário, estranhei que, mesmo sendo vizinhos de rua, ele tivesse marcado o encontro no museu, onde desde o final dos anos 1960 é professor e pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, o mais importante do Brasil.
       Quando entrei em sua sala de trabalho, repleta de estantes e com o ar-condicionado a meia bomba, entendi tudo. Não é que o museu fosse uma extensão de casa: o museu era, efetivamente, sua casa. O lugar ideal para lembrar quando, com 20 e poucos anos, começou a coordenar uma coleção de ciências sociais na Zahar. Seu mundo intelectual era aquele, na documentação de pesquisa que não vi e torço para ter sido preservada, nas centenas de livros que de vez em quando ele consultava, só passando os olhos, na tentativa de confirmar alguma informação ou elucidar um episódio de nossa conversa.
     A monumental cápsula de passado que se foi, parte mais vistosa e popular do Museu Nacional, funcionava de par com uma usina de futuro que, mesmo avariada, não deixará de produzir. Terá de enfrentar as dores da reconstrução física, óbvias, e superar os labirintos burocráticos que deram seu tanto de contribuição para a tragédia. É improvável que falte ânimo aos que lá trabalham.
       É preciso, no entanto, armar-se contra o inimigo insidioso que Macedinho detectava  no século XIX: a indiferença que é vandalismo. E que, ao contrário do que sugerem os  cínicos e oportunistas, não parte dos dirigentes da instituição ou mora na alma do brasileiro. A indiferença agressiva, isto sim, estrutura um governo que tem o anti-intelectualismo como  ideologia e a vendeta política como modus operandi. E que já decretou, pela repetição  tendenciosa de planilhas e números, que o culpado é a vítima – ou seja, a UFRJ.
Disponível em: http://www.epoca.globo.com/paulo-roberto-pires/a-indiferença-que-e-vandalismo-23045475. Acesso em: 15 out. 2018.




ALUNO:..................................................................................................................DATA..............
1. Retire do texto uma citação.
.................................................................................................................................................................
.................................................................................................................................................................
2. Retire do texto um exemplo de D.D.
.................................................................................................................................................................
.................................................................................................................................................................
3. Para que foram usadas as aspas nos exemplos acima?
.................................................................................................................................................................
.................................................................................................................................................................
4.Retire o texto um fragmento que indique que o texto é um texto subjetivo, com marcas pessoais, ou seja escrito em 1ª pessoa.
................................................................................................................................................................
5. Quem escreveu o texto?
.................................................................................................................................................................

6.  O emprego das aspas, recurso gráfico comum na linguagem escrita, está condicionado a situações de uso preestabelecidas. No texto tal recurso foi utilizado diversas vezes, como, por exemplo, em:  "No Brasil ainda não começou a demonstrar-se verdadeiro empenho em conservar igrejas, capelas, simples casas ou simples objetos que se recomendem por algumas recordações históricas“ ou em  "Destruímos esses tesouros do passado sem dó nem piedade" Marque a alternativa que melhor justifique o uso das aspas nos exemplos citados do texto I:
a) Para conferir destaque a uma palavra ou expressão empregada fora de seu contexto habitual.
b) Para ressaltar a ocorrência de empréstimos linguísticos (palavras estrangeiras) no texto,
sobretudo quando não estiver disponível a opção "itálico“.
c) Para indicar nomes de publicações (científicas, literárias, da mídia) ou de obras artísticas.
d) Para antes e depois de uma citação textual. As aspas, nesse caso, indicam uma mudança de emissor do discurso.
e) Para realçar palavras ou expressões irônicas, em sentido figurado, apelidos, termos de  gíria e populares.
7. Considerando a presença do discurso citado, analise as alternativas e escolha a afirmação correta:
a) Em "Voltareis desagradavelmente impressionados pela pobreza ou quase miséria“ o jornalista se apropria do discurso alheio de modo indireto para referendar seu posicionamento denunciando que  descaso com os prédios antigos ocorreu também no passado.
b) Em "pela ruína que a ameaça e que nos ameaça de perder nela“ é possível averiguar o uso do discurso indireto em que o jornalista se apropria do texto alheio para analisar o conteúdo ali exposto.
c)  Quando o articulista utiliza o seguinte trecho "Destruímos esses tesouros do passado sem dó nem piedade“, do escritor Joaquim Manuel de Macedo percebemos o uso do discurso indireto livre.
d) Em "e, quando os não destruímos, deixamos que o tempo os destrua sem nos lembrarmos de que há uma espécie de indiferença que um pouco se aproxima do vandalismo." , temos o discurso direto, seu uso pretende criar um efeito de verdade, conservando a integridade do discurso citado.



8   "No Brasil ainda não começou a demonstrar-se verdadeiro empenho em conservar igrejas, capelas, simples casas ou simples objetos que se recomendem por algumas recordações históricas“, escreve Joaquim Manuel de Macedo

É possível perceber que o trecho acima entre aspas comporta palavras não ditas pelo autor do texto em questão, mas por outro autor. Como esse recurso é nomeado e qual é a sua finalidade?
a) Citação – serve para fornecer credibilidade às palavras e aos argumentos do autor.
b) Paródia – recurso humorístico aplicado a partir da recriação de um texto.
c) Paráfrase – reescrita de um texto, mantendo o seu significado original.
d) Discurso indireto – recurso bastante utilizado em textos literários, eficaz para imprimir fluência e ritmo.
e) Discurso indireto livre – utilizado, com liberdade artística, para produzir um efeito estético,
com pouca preocupação denotativa.

9.  Para mostrar ao leitor a extensão do problema do "descaso com os prédios históricos",  o autor faz uso de vários recursos argumentativos EXCETO:
a) exemplificação com um fato amplamente divulgado pela mídia.
b) uso de dados estatísticos obtidos em pesquisa institucionais.
c) apropriação de outras vozes em forma de citação.
d) menção de fatos históricos como forma de comparar o passado e o presente.
10.A alternativa que não apresenta opinião é:
a) Talvez devamos a ele a perspicácia de registrar a força destrutiva do descaso já no Império.
b) O que motiva a reflexão dura num texto saboroso é a penúria em que então se encontrava a Capela do Menino Deus, erguida em 1742.
c) Voltareis desagradavelmente impressionados pela pobreza ou quase miséria.
d) Esse mesmo que foi destruído em 2 de setembro de 2018.
11. evidencia-se uma opinião do narrador em:
a)    "No Brasil ainda não começou a demonstrar-se verdadeiro empenho em conservar igrejas, capelas, simples casas ou simples objetos que se recomendem por algumas recordações históricas“
b) . "Destruímos esses tesouros do passado sem dó nem piedade“
c) "e, quando os não destruímos, deixamos que o tempo os destrua sem nos lembrarmos de que há uma espécie de indiferença que um pouco se aproxima do vandalismo.“
d) foi meu primeiro museu. Me impressionaram, como a Macedo na Matacavalos, a precariedade física e a sensação da ruína ameaçadora





12. "Destruímos esses tesouros do passado sem dó nem piedade“, O pronome destacado no fragmento retirado do primeiro parágrafo  se refere a:
A) jornal do comércio
b) crônicas escritas
c) igrejas, capelas, simples casas
d) cidade do Rio de Janeiro

13. "Talvez devamos a ele a perspicácia de registrar a força destrutiva do descaso já no Império", as alternativas abaixo possuem o mesmo significado da palavra destacada EXCETO:
a) inteligência
b) astúcia
c) inépcia
d) sagacidade

domingo, 3 de março de 2019

ARTIGO DE OPINIÃO TEORIA


      O ARTIGO DE OPINIÃO é um texto argumentativo, opinativo, de caráter persuasivo, o qual dá ao autor maior liberdade de expressão. É claro que o domínio do assunto abordado é imprescindível, além do respeito à linguagem formal.
      Contudo, é um texto em que se observa a presença de ironias, citações intertextuais, metáforas, provérbios e explicações diversas sobre o ponto de vista do autor em relação ao tema proposto.
      É importante lembrar sempre que a estrutura INTRODUÇÃO; DESENVOLVIMENTO E CONCLUSÃO deve ser obedecida. Para isso, criei algumas sugestões para orientar meus alunos a produzirem o artigo de opinião de forma coerente, sem fugirem do tema. Vejam a seguir.

Para a INTRODUÇÂO, (em cinco a sete linhas) podem escolher a abordagem, apresentação do assunto através de:
a) questionamentos (considerando que todos deverão ser respondidos pelo autor, ao longo do texto)
b) alusão histórica
c) comparação entre passado, presente e perspectiva para situações futuras
d) relatos de fatos relacionados ao assunto e posicionamento do autor sobre eles
e) citação de um provérbio, dito popular ou pensamento filosófico conhecido relacionados ao assunto e apresentar a explicação para eles
f) dados estatísticos
g) declaração sobre o assunto
h) definição do assunto e posicionamento a respeito dela

Quanto ao DESENVOLVIMENTO,  (em três parágrafos, com mais ou menos quinze linhas) sugiro que, ao argumentar sobre o assunto, visto que o artigo de opinião é um texto de caráter persuasivo, os alunos apresentem sobre o assunto abordado na introdução:
a) causas e consequências para a situação-problema abordada na introdução
b) exemplos que ilustrem o assunto
c) comparações
d) justificativas
e) citações

Já no DESFECHO (em cinco a sete linhas) de um artigo de opinião, o ideal é elaborar a chamada CONCLUSÃO-PROPOSTA através de:
 apresentação de soluções para a situação-problema ou sugestões para melhorias ou conservação do que, ao longo do texto, o autor definiu como fatores positivos sobre o assunto.
    O ideal é que o artigo de opinião denote as perspectivas do seu autor em relação ao tema abordado.

Observe o modelo


Sou contra a redução da maioridade penal
Renato Roseno
A brutalidade cometida contra os dois jovens em São Paulo reacendeu a fogueira da redução da idade penal. Algumas pessoas defendem a ideia de que a  partir dos dezesseis anos os jovens que cometem crimes devem cumprir pena em prisão. Acreditam que a violência pode estar aumentando porque as penas que estão previstas em lei, ou a aplicação delas, são muito suaves para os menores de idade. Mas é necessário pensar nos porquês da violência, já que não há um único tipo de crime.
     Vivemos em um sistema socioeconômico historicamente desigual e violento, que só pode gerar mais violência. Então, medidas mais repressivas nos dão a falsa sensação de que algo está sendo feito, mas o problema só piora. Por isso, temos que fazer as opções mais eficientes e mais condizentes com os valores que defendemos.
     Defendo uma sociedade que cometa menos crimes e que não puna mais. Em nenhum lugar do mundo houve experiência positiva de adolescentes e adultos juntos no mesmo sistema penal. Fazer isso não diminuirá a violência. Nosso sistema penal como está não melhora as pessoas.
     O problema não está só na lei, mas na capacidade de aplicá-la.
     Sou contra porque a possibilidade de sobrevivência e transformação desses adolescentes está na correta aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Lá estão previstas seis medidas diferentes para a responsabilização de adolescentes que violaram a lei. Para bom uso do ECA é necessário dinheiro, competência e vontade.
     Sou contra toda e qualquer forma de impunidade. Quem fere a lei deve ser responsabilizado. Mas reduzir a idade penal é ineficiente para atacar o problema. Problemas complexos não serão superados por abordagens simplórias e imediatistas. Precisamos de inteligência, orçamento e, sobretudo, um projeto ético e político de sociedade que valorize a vida em todas as suas formas. Nossos jovens não precisam ir para a cadeia. Precisam sair do caminho que os leva lá. A decisão agora é nossa: se queremos construir um país com mais prisões ou com mais parques e escolas.

FONTE:https://atividadeslinguaportuguesamarcia.blogspot.com.br/search/label/Artigo%20de%20Opini%C3%A3o

domingo, 30 de abril de 2017

ARTIGO DE OPINIÃO A FARRA DOS SACOS PLÁSTICOS

A farra dos sacos plásticos

O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas. Eu não concordo com essa dependência.
Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa. A caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.
Em primeiro lugar, a plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornaram o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resinas sintéticas originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural. No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representam 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água – retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis – e dificultam a compactação dos detritos.
Em segundo lugar, essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil já justificou mudanças importantes na legislação – e na cultura – de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.
A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de antiecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.
Em terceiro lugar, na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartado. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para micro-organismos encontrados na natureza.
Além disso, não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.
A única iniciativa de regulamentar o que hoje acontece de forma aleatória e caótica foi rechaçada pelo Congresso na legislatura passada. O então deputado Emerson Kapaz foi o relator da comissão criada para elaborar a "Política Nacional de Resíduos Sólidos". Entre outros objetivos, o projeto apresentava propostas para a destinação inteligente dos resíduos, a redução do volume de lixo no Brasil, e definia regras claras para que produtores e comerciantes assumissem novas responsabilidades em relação aos resíduos que descartam na natureza, assumindo o ônus pela coleta e processamento de materiais que degradam o meio ambiente e a qualidade de vida.
O projeto elaborado pela comissão não chegou a ser votado. Não se sabe quando será. Sabe-se apenas que não está na pauta do Congresso. Omissão grave dos nossos parlamentares que não pode ser atribuída ao mero esquecimento. Há um lobby poderoso no Congresso trabalhando no sentido de esvaziar esse conjunto de propostas que atinge determinados setores da indústria e do comércio.
Para finalizar, é preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?

(André Trigueiro. A farra dos sacos plásticos. Disponível em http://www.consciencia.net. )


1) O texto trata do consumo de embalagens plásticas. Transcreva do primeiro parágrafo uma frase que apresente o assunto.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2) Qual é a opinião apresentada pelo texto a respeito do assunto?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3) Releia:

“O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico.”

a) De acordo com o texto, é possível responsabilizar apenas um grupo pelo consumo exagerado de embalagens plásticas? Explique.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b) A que se refere o pronome ISSO?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

4) Por que a pessoa que recusa a embalagem é considerada exótica?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

5) O texto apresenta algumas soluções para evitar o consumo exagerado das embalagens plásticas. Quais são elas?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

6) O texto apresenta diversos dados numéricos ao leitor.

a) Quais são esses dados?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b) Qual é a importância desses dados para o texto?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

7) Transcreva um argumento que confirme a opinião defendida pelo autor de que o uso indiscriminado de plástico é nocivo.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

8) Escreva a mensagem que este texto nos transmite. Você vive de acordo com ela? Explique.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________