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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

FELICIDADE - ROSEANA MURRAY - TEXTO E ATIVIDADES

 

FELICIDADE (ROSEANA MURRAY

 

Toa história de amor

Tem beijos, corações entrelaçados,

Sonhos, palpitações

 

Às vezes a história dá certo:

Um homem e uma mulher

Colam sua vida uma na outra

 

Cada um traz a própria história:

Seus retratos, suas lembranças,

Sua infância, seus secretos pensamentos

 

No dia do casamento,

O futuro é como um planeta desconhecido,

Uma gaveta imensa

De onde sairão filhos e filhas,

Ilhas de sonho e felicidade.

 

Na casa em que vão morar

Tudo é novidade: o jeito que cada um faz as coisas,

O jeito que cada um arruma e desarruma

As flores e os armários

 

Tem dias em que tudo é fácil

Em outros, é tempestade.

Palavras são perigosas

Pelo tanto que possuem

De mel e de veneno.

 

E a vida vai seguindo o seu curso,

De segunda a domingo,

Como as águas de um rio.

 

Um dia chega o primeiro bebê,

Trazendo consigo o mistério do universo

 

A casa se agita, se enche de

Fraldas, novos cheiros, choros,

Noites maldormidas

 

No silêncio da madrugada,

Com a criança aconchegada ao peito

A mãe sonha mil e uma aventuras

Para o seu filho.

 

No mundo emaranhado dos sonhos

O pai desenha o mapa do futuro para o seu filho.

 

Alguns anos se passam.

A vida é como um novelo.

Agora chegou outro filho.

Sentimentos confusos

Passeiam pela casa.

 

O irmão, que já é um pouco grande,

Olha o bebê com terror e paixão

 

Quem é esse que chega não se sabe de onde

Para tirar o seu lugar

 

Irmão é palavra imensa, é mão na mão,

Mesmo que às vezes se arranhem,

Rolem pelo chão com raiva.

 

Irmão é a certeza de um amor

Companheiro nos dias complicados

É um aliado para tocar o barco da vida.

 

Tem pai e mãe que ficam juntos

A vida inteira, até bem

Velhinhos, sem nunca se separar.

 

Mas as vezes o novelo se rompe

E o pai e a mãe decidem seguir

Cada um o seu próprio caminho

 

Mesmo que seja difícil,

Para que um não destrua o outro,

É melhor se separar.

 

Mas as vezes o novelo se rompe

E o pai e a mãe decidem seguir

Cada um o seu próprio caminho.

 

Mesmo que seja difícil,

Para que um não destrua o outro,

É melhor se separar

 

A casa se divide em duas.

No começo não há sol nem luar.

No coração dos filhos

O temporal demora a passar.

 

Felicidade é frágil borboleta,

Mas sempre se recompõe.

Semente mágica em novo casulo.

Uma outra vida começa

E como tudo na vida

Com coisas boas e más

 

A namorada do pai,

O namorado da mãe, os filhos dos

Outros casamentos que a

Gente olha enviesadamente como

Um navio de bandeira

Inimiga até a desconfiança passar.

 

Seja qual for o caso da sua casa,

Tire do casulo mágico a borboleta

Felicidade, porque felicidade é

Sempre palavra azul, mar,

Montanha, vento, e a gente é quem

Escolhe se vai ou não usar.

 

EXERCÍCIOS

1. De acordo com o texto, o que uma história de amor pode ter?

a) Apenas brigas.
b) Beijos, sonhos.
c) Apenas viagens.
d) Somente tristeza.

 

2. O que acontece quando um homem e uma mulher “colam sua vida uma na outra”?

a) Eles constroem uma vida juntos.
b) Eles deixam de conversar.
c) Eles se tornam irmãos.
d) Eles moram em casas diferentes.

 

3. O que cada pessoa leva para uma nova vida a dois?

a) Apenas roupas e objetos.
b) Seus retratos, lembranças.
c) Somente seus brinquedos.
d) Apenas seus planos para o casamento.

 

4. Como o futuro é apresentado no dia do casamento?

a) Como algo já conhecido.
b) Como um planeta desconhecido.
c) Como uma coisa triste.
d) Como uma tempestade.

 

5. O que acontece quando nasce o primeiro bebê?

a) A casa fica vazia.
b) A casa se enche fraldas, novos cheiros.
c) Os pais deixam de sonhar.
d) Nada muda na vida da família.

 

6. Como o irmão mais velho se sente quando chega o bebê?

a) Sente apenas alegria.
b) Sente apenas raiva.
c) Sente medo e carinho.
d) Não sente nada.

 

7. Segundo o texto, o que pode acontecer com alguns pais?

a) Eles sempre ficam juntos.
b) Eles podem decidir se separar.
c) Eles deixam os filhos sozinhos.
d) Eles deixam de ser pais.

 

8. O que acontece com a casa quando os pais se separam?

a) Ela desaparece.
b) Ela se divide em duas.
c) Ela fica maior.
d) Ela muda de cidade.

 

9. Qual é a principal mensagem do texto sobre a felicidade?

a) A felicidade só existe em famílias perfeitas.
b) A felicidade pode ser delicada, mas pode voltar depois de momentos difíceis.
c) A felicidade desaparece para sempre depois de uma separação.
d) A felicidade depende apenas de ter dinheiro.

 

10. No trecho “Um homem e uma mulher / Colam sua vida uma na outra”, a palavra “sua” refere-se:

a) À vida do homem e da mulher.
b) À vida dos filhos.
c) À casa.
d) À família do homem.

 

11. No trecho “Quem é esse que chega não se sabe de onde / Para tirar o seu lugar”, a expressão “seu lugar” refere-se ao lugar do:

a) pai.
b) bebê.
c) irmão mais velho.
d) avô.

 

12. No verso "corações entrelaçados", a palavra entrelaçados sugere que os corações estão:

a) separados e distantes

b) unidos, ligados um ao outro

c) batendo rápido por medo

d) escondidos dos outros

 

13. Em "Sonhos, palpitações", a palavra palpitações indica:

a) emoções fortes

b) dores pelo corpo

c) tristeza profunda

d) cansaço e sono

 

14. No verso "A vida é como um novelo", novelo significa:

a) um tipo de carro antigo

b) algo que se mistura e se complica

c) uma tempestade de verão

d) um livro de história

 

15. Em "Tem dias em que tudo é fácil / Em outros, é tempestade", a palavra tempestade foi usada em sentido figurado. Ela significa:

a) chuva forte de verdade dentro de casa

b) momentos difíceis, de conflito e confusão

c) dias de festa e comemoração

d) viagens longas da família

 

16. Em "Palavras são perigosas / Pelo tanto que possuem / De mel e de veneno", a expressão "de mel e de veneno" quer dizer que as palavras podem:

a) agradáveis ou machucar

b) alimentar e curar doenças

c) dar sorte ou trazer azar

d) ser sussurradas ou gritadas

 

17. No verso "O pai desenha o mapa do futuro para o seu filho", a expressão "desenha o mapa do futuro" significa que o pai:

a) faz um desenho de verdade em uma folha

b) planeja os caminhos que o filho poderá seguir

c) compra o mapa de uma cidade desconhecida

d) ensina geografia para o filho

 

18. Em "O irmão, que já é um pouco grande, / Olha o bebê com terror e paixão", sentir terror e paixão ao mesmo tempo mostra que o irmão:

a) odeia completamente o bebê

b) sente medo de perder seu lugar e sente amor pelo irmão

c) nem percebe que o bebê chegou

d) sente apenas indiferença pelo bebê

 

19. No verso "Irmão é palavra imensa, é mão na mão", a expressão "mão na mão" quer dizer:

a) briga física entre irmãos

b) união, apoio e companheirismo

c) aperto de mãos entre estranhos

d) competição e disputa

 

20. Em "Mas às vezes o novelo se rompe / E o pai e a mãe decidem seguir / Cada um o seu próprio caminho", a expressão "o novelo se rompe" indica que:

a) a linha de um carretel caiu no chão

b) a família se desfaz e o casamento termina

c) alguém rasgou uma roupa

d) chegou um novo bebê em casa

 

21. No trecho "...a gente olha enviesadamente como / Um navio de bandeira inimiga", a palavra enviesadamente significa:

a) olhar de frente, com carinho

b) olhar de lado, com desconfiança

c) olhar fixamente, sem parar

d) fechar os olhos para não ver

terça-feira, 15 de setembro de 2026

COESÃO - IDENTIFICAR SUBSTITUIÇÃO 8 ANO

 

ALUNO:_________________________________________DATA_________TURMA_______

 ORIENTAÇÕES:

1. Leia a pergunta.

2. Destaque o fragmento no texto.

3. Leia a frase anterior ou o parágrafo.

 

CALEIDOSCOPIO

1. EU

          Meu nome é Clara. Tenho quase 14 anos. Tenho muitas dúvidas e algumas certezas.

          Minha maior certeza é: vou morrer algum dia.

          Minha maior dúvida é: será que sou normal?

2. JORGE

          Você pode estar achando minha dúvida esquisita, mas não é, e vou explicar por quê.

          Minha dúvida tem um nome: Jorge.

          Jorge é meu primo. Ele é um menino muito legal e eu gosto muito dele. Quando Jorge nasceu, aconteceu alguma coisa que eu nunca entendi direito, apesar de minha mãe já ter me explicado mais de mil vezes.

          Ele nasceu com algum negócio no coração, os médicos fizeram sei lá o quê e o cérebro dele ficou um tempo sem oxigênio.

          O coração ficou perfeito, mas o cérebro não...

          Meu primo parece um menino igual aos outros, faz coisas que os outros também fazem, mas ele é diferente.

          Nunca consegui descobrir se ele sabe disso. Se sabe que é diferente.

          Ele vai vivendo a vida e nunca ninguém toca nesse assunto.

          É por isso que me pergunto: será que eu também sou diferente?

          E se quando eu nasci aconteceu alguma coisa que deixou o meu cérebro diferente? Ninguém iria me contar, certo? Nem falar sobre isso, como fazem com o Jorge. Como vou saber?


1. No trecho “Ele nasceu com algum negócio no coração...”, a palavra destacada refere-se a quem?

A) Ao médico que fez a cirurgia.

B) Ao primo Jorge.

C) Ao pai da narradora.

D) Ao cérebro citado.

 

2. No trecho “Minha dúvida tem um nome: Jorge.”, a expressão “minha dúvida” refere-se a:

A) Um medo de morrer.

B) A dúvida sobre ser normal.

C) A explicação da mãe.

D) O problema do coração.

 

LAURA LEVOU O VENTO

 E O VENTO LEVOU... 

           Ou o vento trazia? Onde parava de soprar o que, pela cabeça de Laura, ia? Nas alturas, rente ao chão, espalhada feito areia? Que mistério a tecia? Difusa sereia - plena luz ou meia-noite e meia? Talvez por isso não parasse, nem ficasse, sempre fosse, fosse... Fosse ela uma rocha, concreta, monolítica. Mas Laura era aérea, diziam os professores. Etérea, suspiravam os enamorados. Eólica, afirmavam os colegas, após uma aula sobre moinhos. Onde os olhos de Laura? Onde?

          Onde ninguém espia. Em coisa que não se admira: folha morta, sombra torta, hora vadia. Laura olhava pela janela, sumia o dia. Que dia era agora? Ontem, hoje, amanhã, que importa? Recordava a infância, enquanto a vivia, sentada no cais, cai, não cai. Sem medo, que medo não tinha: o vento levou, desde cedo. O cabelo preto riscava, de nanquim, o ar azul, ar bom de respirar. Ar: beijo de balão.

          A casa na ilha, janela pra todo lado. Todas abertas. Milhas e milhas de vento em volta, ciranda de sopro. Ao voltarem da pescaria, ela e o padrinho foram surpreendidos por tempestade em alto-mar. Guinchos de gaivotas, ondas revoltas, espumas loucas. A menina tremia? Nada! Nem miava, nem gemia:

-                   O vento é meu amigo. Está de mau humor, só isso. Laura pousa em terra firme. Grita a madrinha, descabelada:

-                   Filha, achei que jamais a veria! - e sapeca-lhe um abraço de tirar o ar.

-                   iam dia, convido o vento pra jantar. Garanto que ele vem. Verão como se comporta bem. Perigo? Não tem!

 

3. No trecho “sapeca-lhe um abraço de tirar o ar”, o pronome destacado “lhe” refere-se a quem?

A) Ao padrinho de Laura.

B) À madrinha de Laura.

C) À própria Laura.

D) À tempestade no mar.

 

4. No trecho “Garanto que ele vem. Verão como se comporta bem.”, a palavra “ele” refere-se a:

A) Ao padrinho de Laura.

B) Ao vento.

C) Ao mar.

D) Ao abraço da madrinha.

 

MARIA JOÃO

NASCI

          Eu devo ter chorado muito assim que nasci e ganhei a primeira palmada. A primeira da vida. Digo isso porque em toda a minha vida quase não chorei. Pelo menos até agora. E olhe que não faltaram motivos. Em dois ou três momentos eu chorei, sim. Simplesmente desaguei. Chorei de quase desidratar. Com o tempo fiquei seca. Não tenho mais tempo para chorar, não. O tempo que eu tenho agora, que é bem pouco, uso para escrever essa história. A minha história.

         Já passei por poucas e boas. Boas e más. Alguns dias até que foram alegres. Outros, muito tristes. Com todo mundo é assim, não é? Um dia bom, outro ruim. Aprendi que a vida é isso: dias que se seguem, um depois do outro. Esses dias vão nos moldando e nos fazendo ser quem a gente é. Como um colar de conchas. Você vai colecionando conchinhas e depois vai montando. Enfiando na linha uma conchinha de cada vez. Uma depois da outra. Algumas são perfeitas. Outras não. Podem ser de cores e tamanhos diferentes. Você não encontra nenhuma igual. Mas quando você termina de fazer o seu colar, mesmo imperfeito, o conjunto é bonito de se ver. A minha vida é assim: imperfeita. Uma soma de dias que vão se seguindo. Um do ladinho do outro.

          Esta é minha história. Ao menos uma parte dela. Imperfeita. Mas verdadeira. É assim que eu vou contar. Não preciso de inspiração; só de memória.

          Fui a sétima filha de uma família pobre. Pobre, pobre, pobre, de marré, marré, marré. A única menina. Minha mãe morreu quando eu ia fazer sete anos. Dizem que a cada sete anos acontece alguma coisa que muda tudo na vida da gente. Mas eu acho que isso é mentira. Superstição. Sei lá. A minha vida muda sempre. Todo dia.

 

5. No trecho “Algumas são perfeitas. Outras não.”, a palavra “outras” retoma:

A) As cores e os tamanhos.

B) As famílias pobres.

C) As conchinhas do colar.

D) As lembranças da narradora.

 

 

CORDEL - POR CAUSA DO RAIMUNDO JOÃO FACUNDO REVIROU O MUNDO

 


Lá em casa reza a lenda

Não sei se é verdade ou não,

Que o avô do meu avô,

Cujo nome era João,

Tinha sido cangaceiro

Do bando de lampião.

 

Vou contar, assim, a história

Desse sujeito de sorte.

Era um rapaz magricelo,

Não era fraco nem forte.

Não tinha medo da vida,

Só tinha medo da morte.

 

No sertão a vida é dura,

Uma sede de dar dó!

A comida é sempre pouca:

Charque, farinha e jiló.

No meio dessa desgraça,

O rapaz vivia só.

 

Trabalhava capinando,

Mas sonhava outro destino.

Pensava correr o mundo,

Traçar um novo caminho.

Resolveu seguir viagem

Pelo sertão nordestino.

 

Arrumou a sua trouxa

Com os pertences que tinha:

Três camisas e a medalha

Que lhe dera sua mãezinha,

Uma atiradeira velha

E uma calça sem bainha.

 

O rapaz ouviu dizer

Que, lá por aquelas bandas,

Vinha chegando uma corja

De cangaceiros pilantras,

Bandoleiros assassinos:

Lampião e seus capangas.


 

6. No trecho: “No meio dessa desgraça, o rapaz vivia só.”, a expressão “dessa desgraça” refere-se a qual situação apresentada anteriormente no texto?

A) À vida difícil no sertão, com seca e pouca comida.

B) À viagem feita pelo rapaz em busca de outro destino.

C) Ao encontro com Lampião e seus cangaceiros no sertão.

D) À medalha que a mãe entregou ao filho antes da partida.

 

7. A expressão “desse sujeito de sorte” retoma quem no texto?

A) O avô do meu avô, chamado João.

B) O líder do bando de Lampião.

C) O sertão descrito no poema.

D) Os cangaceiros que viajavam.

 

CARUÁ- CONTOS DO SERTÃO - ZÉ TIBÉRIO

 


Chegou foi atrasado.

O pai queria parto forçado

Mas a mãe quis esperar.

Pressa não há de ajudar.

 

Pediu benção ao padre Malaquias

E confiou em Deus.

No décimo mês de gravidez

Zé Tibério nasceu

 

Filho assim nunca se viu.

Desventurada a mãe que pariu.

Estão dizendo que o menino

Não é normal.

 

É esquisito, é?

Ouvi falar que é pequeno demais.

Como pode nascer de dez meses

E ser minimizado?

 

Atrasado e minguado.

Será verdade o que o povo diz?

Só vendo com os próprios olhos.

Coitado!

 

Pouco tempo e Zé Tibério virou lenda.

A cidade inteira quis conhecer o diferente.

Durante o dia, a fila virava o quarteirão.

À noite, o menino chorava de tanta agitação.

 

A mãe ficou nervosa, o pai proibiu visita.

Trancou o portão e decretou que em casa

Não entraria mais ninguém.

Tiberinho iria crescer em paz.

 

Desse dia em diante, ninguém mais

Viu o menino demorado.

Na escola, não foi matriculado.

Sua mãe o alfabetizou.

 

Zé Tibério era todo particular.

Acostumado a ser reservado

Inventava a própria rotina.

E fazia tudo do seu jeito.

 

No nascer da manhã, dormia.

Na hora do almoço, tomava café.

No final da tarde, almoçava.

À noite, estudava.

 

Só mais tarde jantava.

Brincava antes de dormir.

E se entregava ao sono

No avançado da madrugada.


8. No trecho: “A cidade inteira quis conhecer o diferente.”, a expressão “8. ” retoma quem no texto?

A) O padre que deu a bênção.

B) O pai que proibiu visitas.

C) O menino Zé Tibério.

D) O povo da cidade.

 

9. “A mãe ficou nervosa, o pai proibiu visita. Ele trancou o portão e decretou que em casa não entraria mais ninguém.” A quem o pronome pessoal “Ele” se refere?

A) Ao padre Malaquias.

B) Ao pai de Zé Tibério.

C) Ao menino Zé Tibério.

D) Ao povo da cidade.


INDETIFICAR INFORMAÇÕES EXPLICITAS 2026 6 ANO

 

LIVROS 6 ANO

JEGUE NÃO É BURRO

QUEM SABE

 


Qual será a diferença

Entre o burro e o jumento?

O burro é filho da égua,

O jumento, da jumenta.

 

A jumenta quando tem

Um jumento por marido,

Jumentinhas são as filhas,

Filhos são os jumentinhos.

 

Mas o burro onde é que fica?

O burrico é a mistura

De mãe égua e pai jumento,

Se for fêmea, é a mula.

 

E o jegue nisso tudo?

 

Mãe do jegue é a jumenta,

Estou certa do que eu digo.

O jumento é o pai,

E como é que pode isso?

 

Desembrulho a explicação:

 

O jumento e o jegue

São o mesmo animal.

Só há uma diferença:

O nome não é igual!

 

Diferente é o burro,

Que pertence a outra espécie,

Mas parente é do jumento

Parente é também do jegue.

 

E eu lhe peço, não esqueça:

 

Nem jumento e nem jegue

Nem a mula nem o burro,

Acredite, eu garanto,

Que nenhum deles é burro!

 

Ouça, o jegue já zurrou,

Está passando da hora...

Vamos começar a história?


 

..

1. De acordo com o texto, qual é a diferença entre o jumento e o jegue?

A) Eles pertencem a espécies diferentes.

B) O jegue é filho do burro.

C) Eles são o mesmo animal, mas têm nomes diferentes.

D) O jumento é fêmea e o jegue é macho.

 

2. Segundo o texto, quem é a mãe do jegue?

A) A égua.

B) A mula.

C) A jumenta.

D) A burrica.

 

SEIS TOMBOS E UM PULINHO

APERTE OS CINTOS VAMOS COMEÇAR!

 

Nossa história começa na França.

          Albertino está com 17 anos e acaba de chegar a Paris. Ele não veio sozinho. Saiu do brasil num vapor na companhia de dona Chiquinha, sua mãe, e do senhor Henrique, seu pai.  Desembarcaram em Lisboa e de lá tomaram um trem para Paris.

          Estamos em 1981e, nesta época, as pessoas viajam de navio ou de trem porque não há aviões.

          Não há aviões por uma causa muito simples. O inventor do avião é esse moço que acaba de descer do trem em paris e que ainda não teve tempo de inventar nada. O jeito é a gente esperar mais um pouco.

          Não pense que eles estão fazendo uma viagem de férias. É uma viagem para tratamento médico.

          Meses atrás, seu Henrique sofreu um acidente de charrete enquanto passeava por sua fazenda de café, perto de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Luxou um braço e bateu com a cabeça no chão com tanta força que ficou hemiplégico, parcialmente paralisado. Ele, que é engenheiro e fazendeiro, não pensa duas vezes. Vem se tratar na França, a terra da ciência, das artes e do progresso.

          Antes de sair do Brasil, seu Henrique vendeu a fazenda. Ele, que era um homem rico, ficou mais rico ainda com tanto dinheiro no banco.

          Tudo isso teve uma importância incalculável para que Albertinho se tornasse Alberto Santos-Dumont, o pai da aviação, como você verá logo mais.

         Apesar de não ser uma viagem de férias, seu Henrique resolveu unir o útil ao agradável e trouxe Albertinho para conhecer a Europa. Deu até um bocado de dinheiro para ele gastar durante a viagem como quisesse.

 

3. Segundo o texto, como as pessoas costumavam viajar naquela época?

A) De avião ou de automóvel.

B) De navio ou de trem.

C) De bicicleta ou de trem.

D) De charrete ou de avião.

 

4. Segundo o texto, qual era a profissão do senhor Henrique?

A) Médico e professor.

B) Engenheiro e fazendeiro.

C) Inventor e cientista.

D) Comerciante e agricultor.

 

AO SOL DO NOVO MUNDO

TERRA À VISTA

        _ Terra à vista!

          O grito foi repetido por toda caravela. Eu corri com os outros para a amurada do convés. Um marinheiro grandão, que implicava comigo, me deu uma cotovelada no rosto e meu nariz sangrou.

          Na vida a bordo, desde que tínhamos deixado a costa portuguesa, além do meu ofício de grumete, a me calar quando era maltratado. Para um menino de doze anos, que obedece a todos, faz os piores serviços e não tem para quem reclamar, a vida a bordo não traz as alegrias que eu esperava ao partir. Sonhava em ser marinheiro, cruzar os mares, conhecer terras e povos diferentes. Por enquanto, o que via diariamente era convés, que, junto com outro grumete, devia lavar e manter limpo.

          Eu sabia, pelos comentários dos marinheiros, que na altura das ilhas de cabo Verde a frota seguirá o rumo oeste em vez de continuar a caminho das índias. Parece que havia terras nessa direção. Isso agora se tornava verdade.

          Mesmo com o nariz doendo, embora não mais sangrando, cheguei a amurada e vi um monte redondo e alto, com outras serras mais baixas ao redor.

          Ao monte alto, nosso comandante, Pedro Alvares Cabral, deu o nome de Pascoal, porque era tempo de Páscoa, e, a terra, chamou de Vera Cruz.

          Já entardecia e por isso foi dada a ordem para soltar âncora: pernoitamos ali.

          No dia seguinte, esfreguei o convés com mais empenho do que nunca. O comandante ia reunir os capitães das outras embarcações. A mim cabia deixar o convés bem limpo para recebe-los com toda cortesia de que eram merecedores. Pelo memos foi isso que me disse o marinheiro que supervisionava o meu serviço e não me dava folga.

          O movimento era incomum. O comandante ordenou que alguns homens fossem à terra em pequenos batéis para entrar em contato com os nativos, que nos olhavam da praia.

 

 

5. De acordo com o texto, quantos anos tinha o menino que trabalhava como grumete na caravela?

A) Dez anos.
B) Onze anos.
C) Doze anos.
D) Treze anos.

 

6. O que o comandante Pedro Álvares Cabral fez ao chegar à nova terra?

A) Deu nomes ao monte e à terra.
B) Mandou construir casas para a tripulação.
C) Ordenou que todos voltassem para Portugal.
D) Enviou os marinheiros para procurar as Índias.