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quarta-feira, 8 de julho de 2020

CRÔNICA COMUNICAÇÃO 7º ANO TECENDO LINGUAGENS COM GABARITO




CRÔNICA: COMUNICAÇÃO 7º ANO TECENDO LINGUAGENS P.17
Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 7º ano – Ensino Fundamental – IBEP p.17.

Texto 1 - Crônica

1.Você já se esqueceu de uma palavra importante durante uma conversa? Como reagiu?
Resposta pessoal.
1.Como você agi na se estivesse no papel do interlocutor de alguém que passa por uma situação como essa?
Resposta pessoal.
3. Como as pessoas costumam agir quando se deparam com uma dificuldade na comunicação?
Resposta pessoal.
Leia a crônica para saber o que aconteceu em uma inesperada situação de comunicação.


Crônica: Comunicação


        É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um… um… como é mesmo o nome?
        “Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
        “Pode. Eu quero um daqueles, daqueles…”
        “Pois não?”
        “Um… como é mesmo o nome?”
        “Sim?”

        “Pomba! Um… um… Que cabeça a minha. A palavra me escapou     por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.”
        “Sim senhor.”
        “O senhor vai dar risada quando souber.”
        “Sim senhor.”
        “Olha, é pontuda, certo?”
        “O quê, cavalheiro?”
        “Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um… Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. E isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
        “Infelizmente, cavalheiro…”
        “Ora, você sabe do que eu estou falando.”
        “Estou me esforçando, mas…”
       “Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?”
        “Se o senhor diz, cavalheiro.”
      “Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.”
        “Sim senhor. Pontudo numa ponta.”
        “Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?”
        “Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?”
        “Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho.”
        “Sinto muito.”
        “Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. 0 desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números — mais complicados, claro. 0 oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando.”
        “Eu não estou pensando nada, cavalheiro.”
        “Chame o gerente.”
        “Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor quer, é feita do quê?”
        “É de, sei lá. De metal.”
        “Muito bem. De metal. Ela se move?”
        “Bem… É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos.
        É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.”
        “Tem mais de uma peça? Já vem montado?”
        “É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.”
        “Francamente…”
        “Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e dique, encaixa.”
        “Ah — tem clique. É elétrico.”
        “Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar.”
        “Já sei!”
        “Ótimo!”
        “O senhor quer uma antena externa de televisão.”
        “Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo…”
        “Tentemos por outro lado. Para o que serve?”
        “Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa.”
        “Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e…”
        “Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!”
        “Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!”
        “É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um… um… como é mesmo o nome?”
                Luís Fernando Veríssimo. Para gostar de ler — Crônicas.

1.O texto surpreendeu você? Por quê?
Resposta pessoal.
2. A crônica apresenta uma situação de comunicação que envolve dois personagens: um comprador e um vendedor. Caracterize os dois personagens por meio de suas ações discursivas.
O homem que quer comprar o objeto apresenta-se confuso e irritado.
O vendedor apresenta-se, inicialmente, solicito, embora perca a paciência em dado momento, e esforça-se para atender o comprador.
3. Por que o homem que deseja comprar o objeto tem dificuldade de realizar a compra?
Porque ele não se lembra daquilo que quer comprar.
1.Diante da dificuldade de se lembrar da palavra, o vendedor e o comprador tentam formas de promo­ver a comunicação. Responda:
a) Qual ação e realizada pelo comprador para comunicar o que deseja comprar? Transcreva um  trecho do texto que comprove sua resposta.
O comprador descreve o objeto. Um trecho que comprova essa resposta é: “ Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende?”.
b)Como o vendedor tenta ajudar o interlocutor?
O vendedor sugere que o comprador desenhe o que deseja comprar.
c)Por que o comprador não aceita a sugestão?
Ele alega que não sabe desenhar.

5.Leia as informações que compõem o quadro sobre as características do gênero textual crônica, relacionando-as com o texto "Comunicação".
       Crônica e um gênero textual de narrativa breve, geralmente produzida para ser publicada em Jornais ou revistas. Refere-se a assuntos do cotidiano e, às vezes, mistura os níveis  de linguagem formal e informal. Apresenta poucos personagens que, na maioria das vezes, não têm nomes específicos, pois são nomeados de maneira genérica, relacionados ao papel social exercido na situação comunicativa, como: o menino, a menina, o pai, a mãe, o professor, o garçom, a mulher.
       Muitas crônicas estruturam-se em forma de diálogo, total ou parcialmente, o que produz no texto efeito de atualidade e dinamismo.
        Uma das características desse gênero textual e levar o leitor a refletir sobre um fato ou uma situação do cotidiano. Para isso, pode ou não utilizar o humor como recurso expressivo na cons­trução de sentido do texto.


a)A crônica "Comunicação" narra um fato do cotidiano, do dia a dia? Explique.
Sim, a crônica trata de uma situação cotidiana: fazer compras, não se lembrar do nome de alguma coisa, passar por situações em que a comunicação não acontece de maneira desejável, efetiva.

b)Os personagens são nomeados na crônica? Como e possível saber quem são eles? Explique.
O nome dos personagens não é citado. Pela ação discursiva e pela linguagem empregada, é possível deduzir que são um comprador e um vendedor.
c)O texto tem a intenção de divertir? Explique.
Sim. O texto provoca humor pelo fato de o vendedor e comprador não se entenderem e pelas inúmeras tentativas de descrição do objeto. Além disso, o efeito surpresa no fim do texto completa essa intenção do autor; o vendedor descobre sem querer o nome do objeto e o comprador esquece novamente “alfinete”.
d)O texto tem a intenção de levar o leitor à reflexão? Explique.
Sim. Ao mesmo tempo em que faz rir, a crônica nos leva a refletir a respeito dos problemas de comunicação vivenciados pelas pessoas no dia a dia.

CRÔNICA: COMUNICAÇÃO - LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO - COM QUESTÕES GABARITADAS

Entendendo o texto:

01 – Na última fala “É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um,.. um… como é mesmo o nome?”, o protagonista caracteriza a si mesmo como “meio expansivo”.
a)  Pelos dados textuais, por que o protagonista emprega “meio expansivo” em vez de “expansivo”?
Ele quis dizer que é um pouco extrovertido.
b)   Empregue outro adjetivo para caracterizar esse protagonista.
Pode ser: comunicativo.

02 – A palavra sulco, na frase “Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda...”, pode ser substituída, sem alterar o sentido da frase por:
a) risco                
b) caixa               
c) botão              
d) fenda                              
e) tampa.

03 – Leia, com atenção, as seguintes frases:
a) “E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio.”
b) “Lido com números.”
c) “É que eu sou meio expansivo.”
        De acordo com a sequência, por qual grupo de palavras podemos substituir as palavras destacadas?
Assinale uma das alternativas:
a) coisa - trabalho – exagerado.                          
b) descarga elétrica - sofro - esquecido                       
c) luz intensa - esforço-me – comunicativo

04 – Esse texto mostra o diálogo entre duas personagens:
a) Quem são as personagens?
      O homem e o vendedor.

b) Onde as personagens estão?
      Numa loja.

05 – O narrador da história também é personagem?
      Sim, ele é o vendedor.

06 – O homem enfrenta dificuldades para comprar o que quer.
      Sim, pois ele esquece o nome.

07 – Por que ele não consegue comprar o que deseja?
      Ele não lembra o nome do objeto desejado.

08 – Podemos afirmar que o vendedor não está se esforçando em entender o homem? Por quê?
      Não. Pois o vendedor fez diversas perguntas ao homem até encontrar o nome do objeto.

09 – Como é o objeto que o homem quer comprar?
      Uma coisa pontuda que prende.

10 – Finalmente, qual é o objeto a ser comprado?
      O objeto é um alfinete de segurança.


Entendendo o texto: 6º ano

        1)    Você conseguiu adivinhar de que objeto o comprador estava falando, antes de chegar ao final da história?
Resposta pessoal
        2)    A crônica “comunicação” é uma narrativa. Quais os personagens dessa história?
O comprador e o vendedor
       3)    Qual é o assunto dessa história?
Problemas de comunicação.
      4)    Em que lugar ou espaço estão os personagens?
(A) Em uma rua bem movimentada.                              
(C) Em uma praça.
(B) Em uma estação de metrô.                                        
(D)Em uma loja.

       5)    Os fatos de uma história acontecem em um tempo. Nessa história, os fatos acontecessem durante:
(A) Uma sequência de vários dias.                                 
(C) O período de um dia inteiro.
(B) Durante uma conversa.                                         
(D) O período de uma noite inteira.

       6)    O início da crônica é contado por um narrador. Esse narrador age como se estivesse:
(A) Com os personagens.                                                
(C) Com o leitor da crônica.
(B)  Consigo mesmo.                                                         
(D) Com outro narrador.
       7)    Em um momento da crônica, o comprador diz “[...] a palavra me escapou por completo [...]”, o que isso significa?
Ele não lembrava o nome do objeto.

8)    Ao perceber que o comprador não consegue descrever o que deseja, o vendedor sugere que ele:
(A) Desista                
(B) mostre com as mãos          
(C) desenhe        
(D) aponte.

        9)    Em sua opinião, o vendedor foi paciente? Copie uma frase que justifique sua resposta:
Sim.        “Ah — tem clique. É elétrico.”

       10) Ordene de acordo com os fatos ocorridos na crônica:
( 4 ) Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?”
( 1 ) Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo.
( 5 ) É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.
( 2 ) Uma espécie de, como é que se diz? De sulco.
( 6 ) Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!
( 3 ) Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa.

A crônica conta uma história sobre fatos que se aproximam daqueles que acontecem com as pessoas no dia a dia. E como toda a narrativa, a crônica apresenta um enredo, que apresenta:
Situação inicial – complicação – clímax (momento de tensão) – desfecho.
            Agora marque a alternativa que melhor se refere a cada parte do enredo dessa crônica:
    a)    Situação inicial:
(A) Duas pessoas se encontram na rua.
(B) Um comprador entra numa loja.
(C) Um vendedor discute com o comprador.
    b)    Complicação:
(A) O comprador que comprar algo que a loja não tem.
(B) O vendedor não dá atenção ao comprador.
(C)  O comprador não consegue comunicar o que quer comprar.
   
c)    Clímax:
(A) O vendedor pede a paciência.
(B) O comprador quer chamar o gerente.
(C) O comprador não sabe desenhar.
   
d)    Desfecho:
(A) O vendedor fala a palavra que faz o comprador lembrar o nome do objeto que estava procurando.
(B) O comprador lembra-se da palavra e diz ao vendedor.
(C)  O comprador e o vendedor não se entendem.


16 comentários:

  1. Obrigada pela ajuda tirei dez na prova

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  2. 🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼🐼

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  3. Muito obrigado salvou minha nota da escola

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  4. Amei top as respostas e todas certas adoro

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