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terça-feira, 15 de setembro de 2026

INDETIFICAR INFORMAÇÕES EXPLICITAS 2026 6 ANO

 

LIVROS 6 ANO

JEGUE NÃO É BURRO

QUEM SABE

 


Qual será a diferença

Entre o burro e o jumento?

O burro é filho da égua,

O jumento, da jumenta.

 

A jumenta quando tem

Um jumento por marido,

Jumentinhas são as filhas,

Filhos são os jumentinhos.

 

Mas o burro onde é que fica?

O burrico é a mistura

De mãe égua e pai jumento,

Se for fêmea, é a mula.

 

E o jegue nisso tudo?

 

Mãe do jegue é a jumenta,

Estou certa do que eu digo.

O jumento é o pai,

E como é que pode isso?

 

Desembrulho a explicação:

 

O jumento e o jegue

São o mesmo animal.

Só há uma diferença:

O nome não é igual!

 

Diferente é o burro,

Que pertence a outra espécie,

Mas parente é do jumento

Parente é também do jegue.

 

E eu lhe peço, não esqueça:

 

Nem jumento e nem jegue

Nem a mula nem o burro,

Acredite, eu garanto,

Que nenhum deles é burro!

 

Ouça, o jegue já zurrou,

Está passando da hora...

Vamos começar a história?


 

..

1. De acordo com o texto, qual é a diferença entre o jumento e o jegue?

A) Eles pertencem a espécies diferentes.

B) O jegue é filho do burro.

C) Eles são o mesmo animal, mas têm nomes diferentes.

D) O jumento é fêmea e o jegue é macho.

 

2. Segundo o texto, quem é a mãe do jegue?

A) A égua.

B) A mula.

C) A jumenta.

D) A burrica.

 

SEIS TOMBOS E UM PULINHO

APERTE OS CINTOS VAMOS COMEÇAR!

 

Nossa história começa na França.

          Albertino está com 17 anos e acaba de chegar a Paris. Ele não veio sozinho. Saiu do brasil num vapor na companhia de dona Chiquinha, sua mãe, e do senhor Henrique, seu pai.  Desembarcaram em Lisboa e de lá tomaram um trem para Paris.

          Estamos em 1981e, nesta época, as pessoas viajam de navio ou de trem porque não há aviões.

          Não há aviões por uma causa muito simples. O inventor do avião é esse moço que acaba de descer do trem em paris e que ainda não teve tempo de inventar nada. O jeito é a gente esperar mais um pouco.

          Não pense que eles estão fazendo uma viagem de férias. É uma viagem para tratamento médico.

          Meses atrás, seu Henrique sofreu um acidente de charrete enquanto passeava por sua fazenda de café, perto de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Luxou um braço e bateu com a cabeça no chão com tanta força que ficou hemiplégico, parcialmente paralisado. Ele, que é engenheiro e fazendeiro, não pensa duas vezes. Vem se tratar na França, a terra da ciência, das artes e do progresso.

          Antes de sair do Brasil, seu Henrique vendeu a fazenda. Ele, que era um homem rico, ficou mais rico ainda com tanto dinheiro no banco.

          Tudo isso teve uma importância incalculável para que Albertinho se tornasse Alberto Santos-Dumont, o pai da aviação, como você verá logo mais.

         Apesar de não ser uma viagem de férias, seu Henrique resolveu unir o útil ao agradável e trouxe Albertinho para conhecer a Europa. Deu até um bocado de dinheiro para ele gastar durante a viagem como quisesse.

 

3. Segundo o texto, como as pessoas costumavam viajar naquela época?

A) De avião ou de automóvel.

B) De navio ou de trem.

C) De bicicleta ou de trem.

D) De charrete ou de avião.

 

4. Segundo o texto, qual era a profissão do senhor Henrique?

A) Médico e professor.

B) Engenheiro e fazendeiro.

C) Inventor e cientista.

D) Comerciante e agricultor.

 

AO SOL DO NOVO MUNDO

TERRA À VISTA

        _ Terra à vista!

          O grito foi repetido por toda caravela. Eu corri com os outros para a amurada do convés. Um marinheiro grandão, que implicava comigo, me deu uma cotovelada no rosto e meu nariz sangrou.

          Na vida a bordo, desde que tínhamos deixado a costa portuguesa, além do meu ofício de grumete, a me calar quando era maltratado. Para um menino de doze anos, que obedece a todos, faz os piores serviços e não tem para quem reclamar, a vida a bordo não traz as alegrias que eu esperava ao partir. Sonhava em ser marinheiro, cruzar os mares, conhecer terras e povos diferentes. Por enquanto, o que via diariamente era convés, que, junto com outro grumete, devia lavar e manter limpo.

          Eu sabia, pelos comentários dos marinheiros, que na altura das ilhas de cabo Verde a frota seguirá o rumo oeste em vez de continuar a caminho das índias. Parece que havia terras nessa direção. Isso agora se tornava verdade.

          Mesmo com o nariz doendo, embora não mais sangrando, cheguei a amurada e vi um monte redondo e alto, com outras serras mais baixas ao redor.

          Ao monte alto, nosso comandante, Pedro Alvares Cabral, deu o nome de Pascoal, porque era tempo de Páscoa, e, a terra, chamou de Vera Cruz.

          Já entardecia e por isso foi dada a ordem para soltar âncora: pernoitamos ali.

          No dia seguinte, esfreguei o convés com mais empenho do que nunca. O comandante ia reunir os capitães das outras embarcações. A mim cabia deixar o convés bem limpo para recebe-los com toda cortesia de que eram merecedores. Pelo memos foi isso que me disse o marinheiro que supervisionava o meu serviço e não me dava folga.

          O movimento era incomum. O comandante ordenou que alguns homens fossem à terra em pequenos batéis para entrar em contato com os nativos, que nos olhavam da praia.

 

 

5. De acordo com o texto, quantos anos tinha o menino que trabalhava como grumete na caravela?

A) Dez anos.
B) Onze anos.
C) Doze anos.
D) Treze anos.

 

6. O que o comandante Pedro Álvares Cabral fez ao chegar à nova terra?

A) Deu nomes ao monte e à terra.
B) Mandou construir casas para a tripulação.
C) Ordenou que todos voltassem para Portugal.
D) Enviou os marinheiros para procurar as Índias.

 

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