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domingo, 9 de maio de 2021

TEXTO INSTRUCIONAL : PRESCRITIVO - INJUNTIVO BNCCEF67LP37

TEXTO INSTRUCIONAL (PRESCRITIVO/INJUNTIVO)

BNCC EF67LP37

TEXTO INSTRUCIONAL

      Você sabe o que é texto instrucional? O que a palavra INSTRUCIONAL nos lembra?

      Provavelmente você já leu alguns textos instrucionais, pois eles são extremamente comuns em nosso dia a dia.

      A palavra INSTRUCIONAL vem do verbo INSTRUIR que significa informar, transmitir conhecimento.

       O texto instrucional é um gênero textual que tem como função passar informações de como o leitor deve fazer algo corretamente.

Veja um exemplo de um texto instrucional que, provavelmente, é o mais conhecido e mais usado:

 

Doces caramelados

Ingredientes:

- 2 xícaras de açúcar

- 1 xícara de água

- 2 colheres de sopa de vinagre branco

Modo de preparo:

Leve ao fogo o açúcar e a água, deixando ferver até o ponto de bala mole (pingue a calda em uma xícara com água para verificar o ponto). Adicione o vinagre e deixe no fogo até ficar com cor de champagne (no ponto de quebrar).

     Abaixe o fogo ao mínimo. Jogue os doces um a um na calda, retire-os e coloque-os sobre superfície untada com manteiga.

       As receitas culinárias são, provavelmente, um dos textos instrucionais mais lidos. Outros exemplos de textos instrucionais: bulas de medicamentos, manuais de instrução relacionados a aparelhos eletroeletrônicos, guias e mapas rodoviários, editais de concursos públicos, manuais de jogos etc.

 

Características de um texto instrucional:

 Clareza e objetividade – o texto tem que ser objetivo e claro, não pode ser longo e ter uma linguagem complicada, pois quem o está lendo quer que as coisas funcionem rapidamente;

 Verbos no imperativo – os verbos usados se encontram no imperativo, pois desta forma induzem o leitor a fazer algo, ou seja, usam a persuasão para orientar as ações a serem executadas. Veja: “Leve... Adicione... Abaixe...”, são exemplos de verbos no imperativo.

 

Quando estudamos mais profundamente o campo dos textos, aprendemos que o texto instrucional pode ser dividido em dois tipos: PRESCRITIVO e INJUNTIVO.

        Textos injuntivos e textos prescritivos são textos cuja finalidade é a instrução do leitor. Não só fornecem uma informação, como incitam à ação, guiando a conduta do leitor.

       Embora considerados sinônimos por alguns autores, podemos distinguir os textos injuntivos dos textos prescritivos devido ao grau de obrigatoriedade existente no seguimento das instruções dadas. Os textos injuntivos informam, ajudam, aconselham, recomendam e propõem, dando alguma liberdade de atuação ao interlocutor. Os textos prescritivos obrigam, exigem, ordenam e impõem, exigindo que as determinações sejam cumpridas da forma que estão referidas, sem margem para alterações.

 

Texto injuntivo

Apresenta as seguintes características:

Instrui o leitor acerca de um procedimento;

Induz o leitor a proceder de uma determinada forma;

Permite a liberdade de atuação ao leitor;

Utiliza linguagem objetiva e simples;

Utiliza predominantemente verbos no infinitivo, imperativo ou presente do indicativo com indeterminação do sujeito.

Exemplos: receita culinária, bula de remédio, manual de instrução, livro de autoajuda, guia rodoviário etc.

 

Texto prescritivo

Apresenta as seguintes características:

 Instrui o leitor acerca de um procedimento;

 Exige que o leitor proceda de uma determinada forma;

 Não permite a liberdade de atuação ao leitor;

 Apresenta caráter coercitivo;

 Utiliza linguagem objetiva e simples;

 

Utiliza predominantemente verbos no infinitivo, imperativo ou presente do indicativo com indeterminação do sujeito.

Exemplos: cláusulas contratuais, leis, códigos, constituição, edital de concursos públicos, regras de trânsito etc.

https://www.normaculta.com.br/texto-injuntivo-e-texto prescritivo/#:~:text=Textos%20injuntivos%20e%20textos%20prescritivos

 

Agora, vamos aos textos instrucionais!

Leia o texto a seguir para responder às questões.

 




 

 







https://cdn2.centralar.com.br/centralar/mds/manuais/lg/multi-split/2203/ar-condicionado-multi-quadri-split-hw-inverter-lg-4x9000-btus-quentefrio-220v-a4uw30gfa2awgzbrz-2203-manual.pdf

 1. Com base no texto lido responda:

a) Os trechos que você leu são de um manual de instruções de um ar condicionado da marca LG.

Repare que há desenhos ao longo das informações do manual. Em sua opinião, por que as informações são acompanhadas por imagens?

b) Identifique os verbos no texto do manual do ar condicionado. Escreva os que não estão no imperativo.

c) Com base no que você aprendeu, os manuais de instrução têm característica de texto injuntivo ou prescritivo? Justifique sua resposta.

 

Leia o texto a seguir para responder às questões.

COMO FAZER UMA PIPA

Materiais

Você vai precisar de:

 02 varetas de bambu ou de palha de coqueiro;

 Fita adesiva colorida;

 Tesoura sem ponta;

 Papel de seda;

 Papel crepom ou seda (para a rabiola);

 Linha nº10.

 

Como fazer:

 Recorte o papel de seda em forma de quadrado, com aproximadamente 30cm;

 Cole um dos palitos na diagonal;

 Faça um arco com o outro palito e cole-o cruzando por cima do palito que já está colado;

 Faça dois furinhos no lugar onde as duas varetas se cruzam (um furo de cada lado);

 Passe a linha pelos buracos e, sem cortá-la, dê um nó. Amarre a linha para puxar a pipa a partir do nó;

 Por último, faça uma rabiola bem colorida, com o papel crepom (é só cortar umas tiras de papel crepom colorido) ou papel seda (corte uns pedaços do papel e cole num fio de linha) e depois é só amarrar na pipa (na parte de baixo da vareta reta).

Fonte: https://escolaeducacao.com.br/texto-instrucional/

 

2. Com base no texto:

a) Escreva todos os verbos que você encontrou.

b) Agora escreva os verbos que estão no imperativo.

c) Assinale a alternativa que apresenta a opção mais aceitável em relação ao comportamento do leitor diante das instruções para fazer a pipa.

( ) Espera-se que o leitor relate os procedimentos para conseguir desenvolver a pipa.

( ) Espera-se que o leitor siga os procedimentos adequados para desenvolver a pipa.

( ) Espera-se que o interlocutor escolha os procedimentos adequados para desenvolver a pipa.

3. Agora é sua vez de instruir! Imagine que você é um inventor e criou um aparelho eletrônico revolucionário, nunca visto. Por se tratar de algo novo, você mesmo decide escrever um manual de instruções.

Para te ajudar, siga estas instruções:

1. Pense em um produto eletrônico que faça algo diferente de tudo que conhecemos;

2. Dê um nome a esse produto;

3. Explique resumidamente o que ele faz;

4. Instrua como utilizá-lo;

5. Lembre-se de que o texto instrucional deve ser claro e objetivo;

6. Você pode fazer desenhos para exemplificar melhor as instruções;

7. Utilize uma folha avulsa para fazer esta atividade;

8. Não se esqueça de colocar seu nome nessa folha.

sábado, 8 de maio de 2021

DIÁRIO - GENTE É BICHO E BICHO É GENTE - 6º e 7º ANO

 

GENTE É BICHO E BICHO É GENTE 

      Querido Diário, não tenho mais dúvida de que este mundo está virado ao avesso! Fui ontem à cidade com minha mãe e você não faz ideia do que eu vi. Uma coisa horrível, horripilante, escabrosa, assustadora, triste, estranha, diferente, desumana... E eu fiquei chateada. Eu vi um homem, um ser humano, igual a nós, remexendo na lata de lixo. E sabe o que ele estava procurando? Ele buscava, no lixo, restos de alimento. Ele procurava comida! Querido Diário, como pode isso? Alguém revirando uma lata cheia de coisas imundas e retirar dela algo para comer? Pois foi assim mesmo, do jeitinho que estou contando. Ele colocou num saco de plástico enorme um montão de comida que um restaurante havia jogado fora. Aarghh!!! Devia estar horrível! Mas o homem parecia bastante satisfeito por ter encontrado aqueles restos. Na mesma hora, querido Diário, olhei assustadíssima para a mamãe. Ela compreendeu o meu assombro. Virei para ela e perguntei: “Mãe, aquele homem vai comer aquilo?” Mamãe fez um “sim” com a cabeça e, em seguida, continuou: “Viu, entende por que eu fico brava quando você reclama da comida?”

       É verdade! Muitas vezes, eu me recuso a comer chuchu, quiabo, abobrinha e moranga. E larguei no prato, duas vezes, um montão de repolho, que eu odeio! Puxa vida! Eu me senti muito envergonhada! Vendo aquela cena, ainda me lembrei do Pó, nosso cachorro. Nem ele come uma comida igual àquela que o homem buscou do lixo. Engraçado, querido Diário, o nosso cão vive bem melhor do que aquele homem. Tem alguma coisa errada nessa história, você não acha? Como pode um ser humano comer comida do lixo e o meu cachorro comer comida limpinha? Como pode, querido Diário, bicho tratado como gente e gente vivendo como bicho? Naquela noite eu rezei, pedindo que Deus conserte logo este mundo. Ele nunca falha. E jamais deixa de atender os meus pedidos. Só assim eu consegui adormecer um pouquinho mais feliz.

 

(Pedro Antônio Oliveira. “Gente é bicho e bicho é gente”. Diário da Tarde. Belo Horizonte. Acesso em: 16 out. 1999.)

 

1. Após a leitura do texto, pode-se concluir que o título indica que

a) bicho e gente são animais racionais.

b) bicho é superior a gente.

c) bicho e gente se confundem.

d) gente e bicho são seres diferentes.

e) gente é superior a bicho.

 

2. Em “Uma coisa horrível, horripilante, escabrosa, assustadora, triste, estranha, diferente, desumana...” foram usadas reticências com a intenção de

a) demonstrar que a narradora encontrou todos os adjetivos possíveis para expressar suas dúvidas diante do que viu.

b) demonstrar uma interrupção na linha de raciocínio da narradora, que se mostra afetada positivamente pelo que viu.

c) demonstrar que a narradora não consegue mais encontrar adjetivos que possam expressar seu choque diante da cena que viu.

d) demonstrar que a narradora está em dúvida, pois tem a sensação de que o que viu é um sonho.

e) dar fim à linha de pensamento da narradora, a qual se mostra indiferente ao que viu.

 

3. Em “Uma coisa horrível, horripilante...”, nesse segmento do texto o termo “horripilante” é mais intenso que “horrível”. Assinale a alternativa em que o segundo termo expressa mais intensidade que o primeiro:

a) iluminado / claro.

b) antigo / velho.

c) imundo / sujo.

d) brasileiro / estrangeiro.

e) rico / milionário.

 

4. Em “Eu vi um homem, um ser humano, igual a nós, remexendo na lata de lixo”, as palavras em destaque têm, respectivamente, valor semântico de

a) lugar / definição.

b) lugar / lugar.

c) lugar / matéria.

d) definição / lugar.

e) matéria / matéria.

 

5. Em

1 – “Ele colocou num saco de plástico enorme um montão de comida que um restaurante havia jogado fora”.

2 – “Aarghh!!! Devia estar horrível!”.

Estabelece-se entre os dois trechos acima relações de sentido de

a) fato / finalidade.

b) fato / causa.

c) fato / oposição.

d) fato / opinião.

e) causa / consequência.

 

PARTE 02

1. Qual é o título do texto?

 

2.  Qual é o gênero textual desse texto?

 

3. Que características diferenciam esse gênero dos outros gêneros?

 

4. Qual o objetivo do texto?

 

5. Qual é o papel desse gênero na sociedade?

 

6. Onde esse gênero circula?

 

7. A quem se dirige o texto?

 

8. Qual é o tema do texto?

 

9. O texto lido é do gênero “Relato Pessoal”, do tipo “Diário”. Que marcas textuais comprovam essa afirmativa?

 

10. A narradora inicia seu relato afirmando não ter mais dúvida de que o mundo está “virado ao avesso”? Por que ela afirma isso?

 

11. O texto aborda uma problemática social muito específica. Indique tal problemática e justifique sua resposta.

 

12. Em certo trecho, a narradora se diz muito envergonhada? Do que ela se envergonha?

 

13. A narradora compara a vida de seu cachorro à vida do homem que buscava comida no lixo. A partir dessa comparação, pode-se afirmar que o autor do texto quer mostrar a vida humana, muitas vezes, sendo menos valorizada que a vida de um animal? Justifique seus comentários.

 

14. No final do relato, a narrador deposita sua confiança em um ser divino. Por que ela não deposita essa confiança em outro ser humano? Explique.

 

15. Em sua opinião, o que pode ser feito para diminuir o sofrimento de pessoas como o homem retratado no relato? Justifique.

 

 

# Respostas:

 

1. "Gente é bicho e bicho é gente"

 

2.  Diário

 

3. O gênero diário íntimo e destina-se apenas a ser lido pelo seu autor. Ao contrário de outros que são escritos para determinado público alvo.

 

4. Relatar os acontecimentos diários de uma pessoa, bem como seus anseios pessoais.

 

5. Sua importância é devido à necessidade do ser humano se expressar por meio da linguagem e o diário é uma boa alternativa para isso.

 

6. Em cadernos pessoais e blogs pessoais

 

7. Para o próprio autor.

 

8. A preocupação e a indignação com as ações desumanas na nossa sociedade.

 

9. O texto possui um narrador em primeira pessoa, que relata fatos de seu dia a dia que, de algum modo, o afetaram. Por ser um diário, o tempo passado não é muito distante do tempo atual.

 

10. A narradora considera o mundo virado ao avesso por ter presenciado uma situação degradante: um ser humano buscando comida no lixo

 

11. O texto aborda o problema de fome, já que apresenta um personagem que busca, no lixo, a sua sobrevivência física

 

12. A narradora sente-se envergonhada por diversas vezes recusar a comida oferecida pela mãe, sendo que háum grande número de pessoas que vão ao lixo para buscar o que comer

 

13. O autor demonstra que a vida humana, por diversas vezes, é menos valorizada que a vida de animais, já que há bichos que são muito melhor cuidados que uma criança, por exemplo

 

14. A narradora não deposita sua confiança no homem, por que o ser humano, na maioria das vezes, não se abre ao sofrimento do outro para ajudá-lo. Na perspectiva da narradora, somente um ser divino poderia dar uma solução a situação tão degradante.

 

 

15. Resposta pessoal – Fique atento à coesão e coerência no momento de responder ao enunciado

 

CANÇÃO – ANDANÇA - 6º ANO

 

CANÇÃO – ANDANÇA - 6º ANO

 

Canção: “Andança” (1968)

Compositores: Danilo Caymmi,

Edmundo Souto e Paulinho Tapajós

Vi tanta areia, andei

Da lua cheia, eu sei

Uma saudade imensa

Vagando em verso, eu vim

Vestido de cetim

Na mão direita, rosas

Vou levar

Olha a lua mansa (me leva amor)

A se derramar

Ao luar descansa

Meu caminhar (amor)

Seu olhar em festa (me leva amor)

Se fez feliz

Lembrando a seresta

Que um dia eu fiz

(por onde for quero ser seu par)

Já me fiz a guerra (me leva amor)

Por não saber

Que esta terra encerra

Meu bem-querer (amor)

E jamais termina

Meu caminhar (me leva amor)

Só o amor me ensina

Onde vou chegar

(por onde for quero ser seu par)

Rodei de roda, andei

Dança da moda, eu sei

Cansei de ser sozinha

Verso encantado usei

Meu namorado é rei

Nas lendas do caminho

Onde andei

No passo da estrada (me leva amor)

Só faço andar

Tenho meu amor

Pra me acompanhar (amor)

Vim de longe léguas

Cantando, eu vim (me leva amor)

Vou, não faço tréguas

Sou mesmo assim

(por onde for quero ser seu par)

Já me fiz a guerra (me leva amor)

Por não saber

Que esta terra encerra...(amor)

Meu bem-querer

E jamais termina

Meu caminhar...(me leva amor)

Só o amor me ensina

Onde vou chegar

(por onde for quero ser seu par)

 

1. Analisando a letra e a melodia da canção

a) Por que o título da canção é “Andança”? Justifique sua resposta.

 

b) Sublinhe as rimas e comente sobre seus efeitos na canção.

 

c) Como podemos caracterizar a voz do eu lírico? É uma voz masculina ou feminina? Justifique sua resposta com versos da letra da canção.

 

d) Por que o dueto é essencial para a melodia e o ritmo da canção “Andança”?

 

2. Analisando as expressões da canção

a) Procurem explicar o sentido dos seguintes versos:

A)  “vagando em verso, eu vim”:

B) “já me fiz a guerra”:

C) “vim de longe léguas”:

 

3. Que sensação o ouvinte tem ao ouvir a repetição das expressões “me leva amor” e “por onde for quero ser seu par”?

CANÇÃO – BOLACHA DE ÁGUA E SAL

 

CANÇÃO – BOLACHA DE ÁGUA E SAL

Compositor: Paulo Tatit

 

Gosto quando vou brincar na rua

Gosto quando encontro meu amigo

Gosto quando a mãe do meu amigo

Me oferece uma bolacha

De água e sal

Gosto de bolacha sem açúcar

Gosto de bolacha sem recheio

Gosto de bolacha sem perfume

Gosto do que é normal

Uma bolacha de água e sal

É... uma coisa natural

É... barato e não faz mal

De qualquer marca

É tudo igual

Quando a gente está meio enjoado

Quando a gente está passando mal

Quando a gente fica aperreado

Bolacha de água e sal

Quando a minha avó era criança

Quando a vida era sempre igual

Lá na roça acordavam cedo

Pra comer bolacha de água e sal

Quando o meu avô era criança

Veio num navio de Portugal

A viagem ficou na lembrança

Só comiam bolacha de água e sal

O meu gosto é radical

Gosto porque é fundamental

Farinha, fermento, água e sal

Simplicidade, no trivial

Se um dia você for lá em casa

Pra brincar comigo no quintal

Vamos combinar um pic nic

Pra comer muita bolacha

De água e sal

 

A canção “Bolacha de água e sal” faz parte do DVD e CD Palavra Cantada 10 anos, gravados em 2004. Sandra Peres/Paulo Tatit. CD Pé com pé, Palavra Cantada.

 

1. Conversando sobre a canção

a) O que vocês acharam da letra da canção? Justifiquem a resposta.

 

b) Essa canção faz lembrar outras que vocês já conhecem? Que semelhanças elas têm?

 

c) O que mais chama sua atenção? A letra, a melodia, o ritmo ou as rimas?

 

d) “Bolacha de água e sal” fala de comida do mesmo jeito que “Fome come”?

Por quê?

 

2. Analisando as palavras da canção

a) De acordo a letra, como se pode caracterizar o eu lírico? Confirme sua resposta com versos.

 

b) Que sentido têm para você estes três versos da segunda estrofe: “Gosto de bolacha sem açúcar / Gosto de bolacha sem recheio / Gosto de bolacha sem perfume / Gosto do que é normal”?

 

c) Por que o eu lírico chama de “normal” a bolacha de água e sal?

 

d) Que importância tem para você o fato de a bolacha de água e sal ser “uma coisa natural”, ser “barato e não faz mal”, ser “de qualquer marca”, ser “tudo igual”?

 

e) Em que situações o eu lírico prefere bolachas de água e sal?

 

f) Por que o eu lírico apela para os tempos dos avós dele, “quando a vida era sempre igual”, para dizer que já comiam bolacha de água e sal?

 

g) Na estrofe “O meu gosto...” até “... trivial”, o eu lírico faz uma declaração de por que come bolacha de água e sal. Que declaração é essa?

 

h) Na última estrofe, o eu lírico já avisa o que vai servir àquele que um dia for a sua casa pra brincar e fazer um piquenique. O que ele vai servir?

 

i) Pelo que você entendeu da letra dessa canção, qual é intenção do eu lírico?

CANÇÃO – FOME COME - 6º ANO

 

CANÇÃO – FOME COME

 

Não encontrámos nada.

Gente eu tô ficando impaciente
A minha fome é persistente
Come frio come quente
Come o que vê pela frente
Come a língua come o dente
Qualquer coisa que alimente
A fome come simplesmente
Come tudo no ambiente
Tudo que seja atraente
É uma fome absorvente
Come e nunca é suficiente
Toda fome é tão carente
Come o amor que a gente sente
A fome come eternamente.
No passado e no presente
A fome é sempre descontente

Fome come, fome come
Se vem de fora
Ela devora, ela devora
(qualquer coisa que alimente)
Se for cultura
Ela tritura, ela tritura
Se o que vem é uma cantiga
Ela mastiga, ela mastiga
Ela então nunca discute
Só deglute, só deglute
E se for conversa mole
Se for mole, ela engole
Se faz falta no abdômen
Fome come, fome come

Gente eu tô ficando impaciente
A fome sempre é descontente
Toda fome é tão carente
Qualquer coisa que alimente
Come o amor que a gente sente
Come o amor que a gente sente

 

Composição: Paulo Tatit / Sandra Pere disponível em: https://www.letras.mus.br/palavra-cantada/240281/

 

1.  Conversando sobre a canção

a) Vocês já conheciam essa canção? Comentem onde e como a conheceram.

 

b) O que essa canção lhes faz lembrar?

 

c) Vocês escolheriam essa canção como uma de suas favoritas? Por quê?

 

d) Do que vocês mais gostaram da música, da letra ou da interpretação? Por quê?

 

2. Explorando a letra e a melodia da canção

Cante ou releia com atenção a letra de “Fome come” para entender o que ela diz.

a) Observe bem os 16 versos que compõem a primeira estrofe. Que palavras têm o mesmo som final? Sublinhe-as no texto.

 

b) Que papel essas palavras desempenham na letra da canção?

 

c) E na melodia da canção, como essas palavras são cantadas?

 

d) Ainda nessa primeira estrofe, a fome já está satisfeita ou não? Como você explica isso?

 

3. Observe bem as outras estrofes menores da letra da canção.

a) Pode-se dizer que nessas estrofes a fome já está sendo satisfeita? Por quê?

 

b) Quais as fomes que você percebe do eu lírico na canção?

 

c) O que acontece com as rimas agora? Permanecem as mesmas da primeira estrofe? Por quê?

 

d) Em sua opinião, por que as rimas mudam?

 

e) Que inovação as outras estrofes introduzem na melodia da canção?

 

f) E como é que, mudando tanto as rimas e o canto, a canção tem continuidade?

 

g) No final da canção há alguns versos repetidos. Escute-a novamente e procure explicar o porquê da repetição na conclusão.

 

4. Analisando palavras e expressões da letra da canção

Agora, é sua vez. Escolha na letra de “Fome come” uma expressão em sentido figurado e explique o que entende dela.

 

5. Percebendo a letra e o ritmo da canção

Como pode caracterizar a canção “Fome come”:

a) assunto:

b) eu lírico:

c) emoções provocadas:

d) combinação da letra com a melodia e o ritmo:

e) instrumentos utilizados:

f) coro e voz:

 

 

 

CANÇÃO – SÓ VOCÊ – 6º ANO

 

CANÇÃO – SÓ VOCÊ – 6º ANO

 

Canção não é qualquer tipo de composição musical cantada. Canção “é a fala por trás da melodia”. Na canção, a melodia está casada com a letra, com o ritmo das frases

e com a sonoridade das vogais e das sílabas das palavras.

     Você já percebeu que, ao falar, nossa voz sobe e desce? Do mesmo modo, na canção, a melodia sobe e desce de acordo com a letra que está sendo cantada.

 

Compositor e autor não se confundem com “eu lírico”

     Ao escrever uma canção ou um poema, o autor/compositor pode fingir que é outra pessoa. Um homem pode fingir que é mulher e vice-versa. Uma mulher madura pode fingir que é um jovem ou uma jovem. Um jovem pode fingir que é a mãe, o pai ou um dos irmãos dele.

     Essa “pessoa fingida” é a voz da canção. Ela fala, faz declarações, reclama, conversa com outras pessoas. A essa “voz” chamamos de “eu lírico”, ou “eu poético”. Por que “eu”? Porque é a “palavra usada por aquele que fala” na letra da canção. Mesmo que seja um “eu” imaginado, fingido, de faz de conta.

     E por que “lírico”? Porque, na Antiguidade, os textos poéticos eram cantados e acompanhados da lira (instrumento musical). Por isso se diz que a poesia é irmã gêmea da música.

 

 

Canção: “Só você” (1985) Compositor: Vinicius Cantuária

 

Demorei muito pra te encontrar

Agora quero só você

Teu jeito todo especial de ser

Eu fico louco com você

Te abraço e sinto coisas que eu não sei dizer

Só sinto com você

Meu pensamento voa de encontro ao teu

Será que é sonho meu?

Tava cansado de me preocupar

Quantas vezes eu dancei

E tantas vezes que eu só fiquei

Chorei, chorei

Agora eu quero ir fundo lá na emoção

Mexer teu coração

Salta comigo alto e todo mundo vê

Que eu quero só você

 

1. Analisando a letra da canção

Releia com atenção a letra da canção “Só você” para entender bem o que ela diz. Em seguida, responda às questões.

a) De que assunto trata a canção?

 

b) A qual público se dirige essa canção: crianças, jovens, adultos? Justifique sua resposta.

 

c) Por quais situações passou a pessoa que ama antes do encontro?

Cite versos.

 

d) Que verso, na canção, equivale a uma declaração de amor? Sublinhe-o na letra da canção.

 

e) Qual recurso a canção usa para tornar essa declaração bem evidente?

 

f) Ao ouvir e ler a canção, você notou que existem versos ou conjunto de versos que se repetem? Que resultado o compositor pretende alcançar com essa repetição?

 

2.  Analisando palavras e expressões da letra da canção

a) O verso “Demorei muito pra te encontrar” pode ser facilmente compreendido. Ele indica para o ouvinte da canção que havia tempo o eu lírico procurava alguém. Como você interpreta o verso “Quantas vezes eu dancei”?

 

b) Nesse verso, que sentido tem o verbo “dançar”?

 

c) Cite dois outros versos da canção em que haja palavras em sentido figurado. Em seguida, explique o que elas querem dizer.

 

3. Compreendendo a composição da letra da canção.

Localize as informações do texto que vocês acabaram de ler.

a) Autor do texto e da melodia

 

b) Papel social do produtor ao escrever o texto

 

c) Interlocutor (para quem o texto foi escrito)

 

d) Intérprete da canção

 

e) Estilo musical

 

 

4. Releia os versos da canção “Só você”:

“Demorei muito pra te encontrar [...] Eu fico louco com você”.

“Te abraço e sinto coisas que eu não sei dizer / Só sinto com você”.

“Tava cansado de me preocupar / Quantas vezes eu dancei”.

“E tantas vezes que eu só fiquei / Chorei, chorei”.

a) Quem fala na letra da canção: um homem ou uma mulher? Como você chegou a essa conclusão?

 

b) O que você acha que levou Vinicius Cantuária a compor essa canção nos anos 1980? Se possível, faça uma pesquisa para descobrir.

 

c) Em sua opinião, um compositor poderia compor uma canção fingindo ser uma mulher ou uma criança? Justifique sua resposta.

GÊNERO ENTREVISTA - MAURICIO DE SOUZA - 6º ANO

 

GÊNERO ENTREVISTA -  MAURICIO DE SOUZA  - 6º ANO

O pai dos planos infalíveis e das coelhadas devastadoras

Por Hugo Silva

Mauricio de Sousa,criador da Turma da Mônica

      Ele é o quadrinista mais bem-sucedido do Brasil. Com quase 50 anos de carreira, continua conquistando leitores em todos os países onde seus trabalhos são publicados. Colecionador de prêmios, tem no Yellow Kid, que recebeu em 1971, no Festival de Lucca, na Itália, o principal de sua vitoriosa caminhada profissional.

      Claro que o entrevistado em questão é Mauricio de Sousa, que foi, sem sombra de dúvida, o principal destaque da 14ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Amadora (FIBDA), em Portugal.

[...]

      De uma gentileza e simpatia infindável, Mauricio de Sousa concedeu, em Portugal, a entrevista exclusiva que você lerá a seguir. Mas, antes, prepare-se bem para entrar no universo dos personagens criados pelo autor! Portanto, bole um plano infalível, pegue um pedaço de melancia, apanhe o guarda-chuva e deixe seu coelho de pelúcia pronto para

qualquer eventualidade! [...]

       Universo HQ: Como é continuar a conviver com os mesmos personagens após tantos anos? Ainda mais por saber que eles foram responsáveis por influenciar gerações durante as três últimas décadas?

        Mauricio: Bem, como meus personagens são baseados nos meus filhos, e partindo do princípio que nunca nos cansamos dos filhos, eu não me canso deles jamais (risos).

E essa responsabilidade é muito grande, mas dá uma enorme satisfação.

É bom saber que muita gente cresceu lendo e se divertindo com meus personagens, já que eles foram criados com essa intenção.

       UHQ: Como era o seu processo criativo? Sabemos que os personagens principais da turminha são baseados em seus filhos, mas e o restante, surgiu como? De amigos das crianças?

      Mauricio: Fui me apegando a algumas características da personalidade e até a estéticas dos meus filhos e de alguns amigos deles para criar os personagens. O Cascão, por exemplo, era um menino que brincava ali perto de nossa casa. O mesmo ocorreu com o Cebolinha e outros que povoam os gibis da turma.

     Agora vão surgir mais personagens novos, como Vanda e Valéria (que serão lançadas em breve), baseados nas minhas duas filhinhas; ou o Marcelinho, que é inspirado no meu filho de cinco anos, que já nasceu politicamente correto e é tão certinho e “patrulheiro” que não dá para acreditar! Ele brinca e depois arruma os brinquedos, lava as mãos antes de comer, apaga a luz quando sai do quarto… E já nasceu assim, certinho. Às vezes, é até difícil de aguentar (risos). E como eu tenho dez filhos, sempre haverá personagens para serem lançados! [...]

      UHQ: Na Turma da Mônica há uma preocupação constante com os problemas sociais. Existem, inclusive, várias edições especiais nesse sentido, como “Maternidade saudável”, “Água boa pra beber”,

“Educação no trânsito não tem idade” etc. Normalmente, de quem parte essa iniciativa?

      Mauricio: Geralmente, a iniciativa é minha, e tenho grande orgulho e prazer de poder ajudar de alguma forma a transmitir mensagens importantes que possam auxiliar a população em geral a ficar alerta.

     A Turma da Mônica tem uma preocupação muito grande com todos os temas mundanos. Ninguém pode acusá-la de ser alienada ou algo do gênero. Mas faço questão que todas as histórias sejam um momento de relax. Se vamos transmitir uma mensagem, que seja de forma suave e relaxada. [...]

Entrevista publicada originalmente no site Universo HQ (www.universohq.com), em novembro de 2003.

 

1. Para qual perfil de leitor esse texto foi produzido?

 

2. Qual o objetivo do texto?

 

3. Por que o texto foi intitulado “O pai dos planos infalíveis e das coelhadas devastadoras”?

 

4.O que indicam/representam os termos Universo HQ e Mauricio que aparecem, respectivamente, no início das perguntas e das respostas na entrevista?

 

5. No texto de abertura, o repórter faz uma brincadeira ao convidar o leitor para a leitura da entrevista: “Mas, antes, prepare-se bem para entrar no universo dos personagens criados pelo autor! Portanto, bole um plano infalível, pegue um pedaço de melancia, apanhe o guarda-chuva e deixe seu coelho de pelúcia pronto para qualquer eventualidade!”. Que brincadeira é essa?

 

6. Por que Mauricio disse “E como eu tenho dez filhos, sempre haverá personagens para serem lançados”?

7. O entrevistador, direta ou indiretamente, transmite uma imagem negativa, positiva ou neutra do entrevistado? Sublinhe as partes do texto que comprovam sua resposta.