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quarta-feira, 18 de março de 2020

O LOBO DO MAR GABARITO CONTO, INTERPRETAÇÃO, 6º ANO













O QUE VEM A SEGUIR

Historia a seguir é parte do quarto capítulo do livro 0 lobo do mar. Publicado em 1904, o ro­mance conta as aventuras de Humphrey van Weyden, um jovem resgatado pelo navio Ghost após um naufrágio. Na embarcação, ele é obrigado a assumir funções pesadas e tem de lidar com o capitão Wolf Larsen. 0 que poderá  acontecer com Humphrey ao servir chá e pães ao capitão Larsen?





O lobo do mar
       O que aconteceu comigo na escuna de caça a foca Ghost a partir daquele momento, à medida que eu tentava me adaptar ao ambiente, é uma historia de Dores e humilhações. O cozinheiro, que era chamado de "doutor" pela tripulação, "Tommy" pelos caçadores e "Mestre-Cuca" por Wolf Larsen, se transformou em outra pessoa. Minha mudança de posição no grupo correspondeu a uma mudança de seu tratamento. Antes servil e bajulador, agora se revelava tirânico e belicoso. Em suma, eu já não era mais o belo cavalheiro com uma pele "de moca",  mas apenas um camaroteiro ordinário e totalmente imprestável.
       Ele insistia, absurdamente, que eu me dirigisse a ele como sr. Mugridge, e en­quanto me explicava os meus deveres assumiu uma postura e um comportamento insuportáveis. Além de trabalhar na cabine, com seus quatro pequenos camaro­tes, eu deveria servir de assistente na cozinha, e minha colossal ignorância no que dizia respeito a coisas como descascar batatas ou levar pandas engorduradas dava pano para intermináveis alfinetadas. Ele se recusava a levar em consideração quem eu era, ou antes o tipo de vida e as coisas as quais eu estava acostumado. Essa foi em parte a atitude que ele decidiu adotar com relação a mim, e confesso que antes de o dia acabar eu já o odiava como nunca odiei alguém na vida.
       0 primeiro dia foi ainda mais difícil para mim porque o Ghost, com as velas enrizadas (tipo de termo que só fui aprender mais, tarde), arfava através do que o Sr. Mugridge chamou de "um sudoeste cortante". As cinco e meia, seguindo suas orientações, botei a mesa na cabine, distribuindo as bandejas de segurança apro­priadas ao mau tempo, e trouxe o chá e a comida pronta da cozinha. N5o posso dei­xar de relatar aqui a minha primeira experiência com um mar que invadia o navio.
      — Preste atenção ou vai tomar um banho — foi a injunção proferida por Mu­gridge quando sal da cozinha trazendo um grande bule de chá em uma das mãos e vários pães recém-saídos do forno embaixo do outro braço. Naquele momento um dos caçadores, um sujeito alto e desengonçado chamado Henderson, estava vindo da baiuca (como os caçadores denominavam jocosamente seus aposentos situados a meia-nau) em direção a cabine na parte traseira do navio. Wolf Larsen estava fumando seu charuto eterno na popa.
        — La vem ela! Saiam da frente! — gritou o cozinheiro.
Estanquei na mesma hora, ignorando o que se passava, e vi a porta da cozi­nha fechar com estrondo. Depois vi Henderson pular como louco ate o mastro maior e trepar nele ate ficar um metro acima da minha cabeça. Também vi uma onda enorme e espumante se erguendo bem acima do nível da amurada, prestes a quebrar. Eu estava bem embaixo dela. Minha mente não reagiu tempo, tudo era ainda muito estranho e novo. Compreendi que corria perigo,
e só Fiquei ali parado, tremendo. Finalmente, Wolf Larsen gritou na popa:
- Segure-se em alguma coisa, Hump!
Mas era tarde demais. Me precipitei em direção aos mastros, aos quais poderia ter me agarrado, mas antes disso a parede d'agua despencou em cima de mim. O que aconteceu depois foi bastante confuso. Eu estava submerso, sem ar, me afogando. Tinha sido derrubado e estava sendo revirado e arrastado não sei em direção a que. Me choquei contra diversas coisas duras e sofri uma pancada terrível no joelho direito. De repente, a inundação foi embora e voltei a respirar o bendito ar. Tinha sido jogado contra a cozinha e arrastado ao redor da escada da baiuca, de barlavento ate o embornal a sotavento. A dor no joelho ferido era atroz. Não podia mais apoiar meu peso nele, ou pelo menos foi o que pensei; tive certeza de que minha perna estava quebrada. Mas o cozinheiro já vinha atrás de mim gritando da porta da cozinha que abria a sotavento:
Ei. você! Vai ficar ai ganindo a noite toda? Onde esta a panela? Deixou cair no mar? Teria sido melhor ter quebrado o pescoço!
Levantei com dificuldade. Ainda estava com a chaleira grande na moo. Voltei mancando ate a cozinha e a entreguei para ele. Mas ele estava tornado de indignação, real ou fingida.
Que Deus me cegue se você não e o major palerma que já nasceu. Me diga, você serve pra alguma coisa? Hein? Você serve pra alguma coisa? Não consegue nem levar um pouco de chá ate a popa sem derrubar tudo. Agora preciso ferver mais. E por que esta choramingando? - ele continuou com fúria renovada. —
porque machucou a patinha, não é, queridinho da mamãe?
Eu não estava choramingando, embora fosse provável que meu rosto estivesse enrugado e retorcido de dor. Mas fiz das tripas coração, cerrei os dentes e con­tinuei cambaleando de um lado a outro, entre a cozinha e a cabine, sem mais surpresas. 0 acidente teve dois resultados: uma rotula contundida, que ficou sem cuidados e continuou doendo por meses, e o apelido de Hump, por causa da ma­neira como Wolf Larsen havia se dirigido a mim no tombadilho. Este passou a ser meu nome de uma ponta a outra do navio. Com o tempo, a alcunha fincou raízes em meu pensamento e passei a me identificar com ela, me vendo como Hump, como se Hump eu fosse e sempre houvesse sido.

Jack London. 0 lobo do mar. Tradução de Daniel Patera. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. E-book.

1. Antes da leitura, você imaginou o que poderia acontecer com Humphrey ao ser­vir chá e pães ao capitão  Wolf Larsen. Sua hipótese se confirmou? Justifique.
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2. Releia o primeiro paragrafo. 0 que evidenciou a mudança de comportamento do sr. Mugridge em relação a Humphrey?
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3. No episódio lido, qual era o desafio de Humphrey? Ele conseguiu cumpri-lo?
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4. Copie no caderno e complete o quadro abaixo, destacando as ações e as características de cada personagem no trecho lido.
Humphrey :.......................................................................................................................
Sr. Mugridge:..................................................................................................................
Wolf Larsen:.............................................................................................................................
Henderson:.................................................................................................................................

5. Com base na questão anterior, responda:
a) Quem são o protagonista e o antagonista no trecho lido?
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b) Personagens secundárias são aquelas que têm uma participação menor na história. Quem são elas na narrativa que você leu?
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Releia o trecho a seguir.
“Eu não estava choramingando, embora fosse provável que meu rosto estivesse enrugado e retorcido de dor. Mas fiz das tripas coração, cerrei os dentes e continuei cambaleando de um lado a outro, entre a cozinha e a cabine, sem mais surpresas.”

a) Como você descreveria, após ler o trecho, a relação de Humphrey com os desafios vividos?
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b)  Em narrativas de aventura, geralmente, as personagens apresentam quali­dades como coragem, force, habilidade, inteligência a determinação. Entre essas características, quais se aplicam a Humphrey? F quais não se aplicam?
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7. Que marca Wolf Larsen deixa na vida de Humphrey?
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8. Qual e o espaço em que se passa o episódio contado por Humphrey?
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9. Quais são os desafios que esse espaço e o contexto oferecem ao protagonista?
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10. Você ache que essa aventura teria sido diferente se Humphrey tivesse ido pa­rar em uma ilha deserta? Explique.
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RESPOSTAS E COMENTÃRICS

1.            Resposta pessoal Professor, ve¬rifique a hipótese de leitura dos alunos e cheque a compreensão global do texto.

2.            inicialmente, Humphrey era um náufrago convidado. Core o tempo, ele passou a ser tratado como um subordinado pelo sr, Mugridge.

3.            Levar comida até a cabine. Não, porque uma onda o derrubou.

Humprey_ Ao levar comida para a cabine. cai e se machuca: ë inabi-lidoso ria trabalho. Sr Mugridge. Cozinheiro que ordena a tarefa a Humprey e o humilha: é autoritá¬rio e desagradável Wolf Larsen Ajuda o sr. Mugridge a humilhar Humphrey: é cruel. Henderson• Segura-se num mastro para ten¬tar salvar-se da onda; é esperto.

5.            Humphrey e o protagonista; e sr Mugridge, o antagonista. Pro¬fessor, explique aos alunos que, no livro, o antagonista principal_ é Wolf Larsen. No entanto, o trecho estudado mostra a oposição entre o cozinheiro e Humphrey.

b) Wolf Larsen e 1-lenderson.

6.            a) Possibilidade de resposta: O tre-cho demonstra a persistência de Humphrey em vencer obstáculos

b) Pode-se dizer que Humphrey é inteligente e determinado, mas não é muito habilidoso.

7.            O apelido Hump, que, com o tem¬po, se inscreveu na personalidade e na autoimagem da personagem.

8.            Um navio em alto-mar.

9.            Lidar com a tripulação e com os aspectos da navegação e aprender os afazeres do navio.

10. Resposta pessoal. espqra-se que os alunos percebam que o espaço determina a historia. Em uma ilha deserta os desafios poderiam ser a solidao e a sobrevivenvia na ilha.

19 comentários:

  1. Parabéns muito bem 👏🏻👏🏻👏🏻

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  2. Cade as respostas?😠😠😠😠😠😠😠😠😠😠😠😠😠sem elas nao ajudou nada😡😡😡😡😡🤫🤫🤫🤫😡🤫😡😡😡🤬🤬

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